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Pediatrando

Lactente de 1 ano, em consulta com pediatra apresenta história prévia de 3 episódios de sibilância, com necessidade de procurar pronto atendimento e realizar beta-2 agonista de curta duração. Apresenta também tosse seca pela manhã quase diariamente e tosse desencadeada pelo choro. Investigação dos diversos aparelhos revelou regurgitações frequentes até o 7º mês de vida, com melhora espontânea, e pele ressecada, com lesões pruriginosas em superfícies extensoras e abdômen. Qual é o tratamento de primeira escolha para esse paciente?

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Resposta: D

  1. A) Antileucotrieno.

    Montelucaste é alternativa na etapa 2 abaixo de 6 anos, menos eficaz que o corticoide inalatório e com alerta de efeitos neuropsiquiátricos (agitação, pesadelos, alterações de humor). Não é a primeira escolha.

  2. B) Inibidor de bomba de prótons.

    As regurgitações melhoraram sozinhas aos 7 meses, curso típico do refluxo fisiológico. IBP não trata sibilância nem tosse no lactente e aumenta o risco de infecções respiratórias e gastrointestinais.

  3. C) Salbutamol nas crises.

    SABA apenas nas crises é a etapa 1, para sibilância episódica e rara. Com 3 idas ao pronto atendimento, tosse quase diária e atopia, o lactente precisa de controlador diário; o salbutamol continua como resgate.

  4. D) Corticosteroide inalatório.

    Três ou mais episódios de sibilância, sintomas entre as crises (tosse matinal, tosse ao chorar) e dermatite atópica tornam a asma provável. Corticoide inalatório diário em dose baixa, com espaçador e máscara, por 3 meses com reavaliação, reduz crises e sintomas; o salbutamol fica para o resgate.

Resumo para lembrar

Lactente com 3 ou mais episódios de sibilância, tosse matinal e ao chorar entre as crises e dermatite atópica tem padrão sugestivo de asma. Pela GINA, abaixo de 6 anos a etapa 2 preferida é corticoide inalatório diário em dose baixa (por exemplo, budesonida nebulizada 500 mcg/dia, ou spray com espaçador e máscara), em teste por 3 meses, com SABA no resgate.

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Fontes 1

Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Comentário não oficial da banca ou da SBP.

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