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Pediatrando

Um lactente de 10 meses de idade, previamente saudável, é levado ao pronto-socorro com história de chiado no peito recorrente nos últimos 4 meses. A mãe relata que o lactente já teve três episódios semelhantes, todos associados a infecções respiratórias virais, e que apresenta melhora com o uso de broncodilatadores inalatórios. A criança vive em um ambiente com fumantes, e não há antecedentes de asma ou alergia na família. No momento da avaliação, a criança está afebril, com sibilos difusos à ausculta pulmonar, sem sinais de desconforto respiratório significativo. O desenvolvimento neuropsicomotor é adequado para a idade, e o peso está dentro da faixa normal. Com base no quadro descrito, qual é a conduta inicial para o manejo deste lactente sibilante recorrente?

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Resposta: D

  1. A) Iniciar antibióticos profiláticos devido à alta probabilidade de infecções bacterianas subjacentes.

    Os episódios são desencadeados por vírus e não há sinal de infecção bacteriana; antibiótico profilático não reduz a sibilância e só expõe a efeitos adversos e resistência.

  2. B) Indicar a realização imediata de testes cutâneos para alérgenos e iniciar imunoterapia específica.

    Teste cutâneo pode ajudar a caracterizar atopia, mas imunoterapia alérgeno-específica não tem papel no lactente com sibilância viral e sem sensibilização comprovada; não é conduta inicial.

  3. C) Prescrever corticosteroides orais de uso prolongado para prevenção de novos episódios de sibilância.

    Corticoide oral prolongado causa supressão adrenal, déficit de crescimento e outros efeitos, sem vantagem sobre o inalatório; mesmo o curso curto tem benefício limitado na sibilância viral pré-escolar e fica reservado às crises graves.

  4. D) Prescrever corticosteroide inalatório e orientar medidas ambientais, como evitar exposição à fumaça de cigarro.

    Três episódios em 4 meses com melhora ao broncodilatador justificam teste terapêutico com corticoide inalatório em dose baixa diária por 3 meses (por exemplo, budesonida nebulizada 500 mcg/dia ou beclometasona 100 mcg/dia com espaçador), com reavaliação; sem resposta, suspende-se e revisa-se o diagnóstico. Afastar a fumaça do cigarro é obrigatório.

Resumo para lembrar

Lactente com sibilância recorrente desencadeada por vírus e resposta ao broncodilatador: pela GINA, se os episódios que exigem broncodilatador são frequentes (por exemplo, 3 ou mais no ano), faz-se teste terapêutico com corticoide inalatório em dose baixa diária por 3 meses, com espaçador e máscara, e reavalia-se. Salbutamol nas crises e fim da exposição ao tabaco completam o manejo.

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Fontes 1

Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Comentário não oficial da banca ou da SBP.

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