- A) Crise febril simples.
Aos 20 meses, com febre de 38,2 °C, teve crise tônico-clônica generalizada de 9 minutos (menos de 15), única, seguida de sonolência pós-ictal. Preenche todos os critérios de crise febril simples, que tem excelente prognóstico.
- B) Crise febril complexa.
Seria complexa se fosse focal, durasse 15 minutos ou mais, se repetisse em 24 horas ou deixasse déficit pós-ictal (paralisia de Todd). Nada disso ocorreu: crise generalizada de 9 minutos.
- C) Primeiro evento epiléptico.
Epilepsia pressupõe crises não provocadas; a crise febril é provocada pela febre e não é epilepsia. O risco de epilepsia depois de uma crise febril simples é de cerca de 1% a 2%, pouco acima do da população geral.
- D) É uma crise febril pois toda crise convulsiva na vigência de febre é crise febril.
A afirmação é falsa como regra: crise com febre só é crise febril se a criança tiver entre 6 e 60 meses e se forem excluídas infecção do SNC, distúrbio metabólico e epilepsia prévia. Meningite e encefalite também convulsionam com febre.
Resumo para lembrar
Crise febril simples: crise generalizada, com duração menor que 15 minutos, sem recorrência em 24 horas, em criança de 6 a 60 meses com febre, sem infecção do SNC nem crise afebril prévia. Complexa é a focal, a que dura 15 minutos ou mais ou a que se repete no mesmo episódio. Sonolência pós-ictal breve não muda a classificação.