Crises febris na infância são eventos comuns, que ocorrem muito comumente em crianças entre seis meses e cinco anos de idade. Com relação às crises convulsivas febris, é correto afirmar:
Explicação
Uma pediatra explica a questão em voz alta e vai anotando, alternativa por alternativa.
Ler a transcrição
- Vamos começar analisando o enunciado para identificar os pontos chave da questão.
- Ele nos informa que são eventos muito comuns, o que já nos situa na frequência desse tipo de ocorrência na pediatria.
- A faixa etária é um dado crucial para o diagnóstico de crise febril, e o enunciado nos dá essa informação de forma bem clara.
- Por fim, a questão nos pede para identificar a afirmação correta sobre as crises convulsivas febris.
- Com base nos dados do enunciado, que nos dão a faixa etária e o contexto de crise febril, já podemos pensar na definição clássica dessa condição.
- A crise febril é um evento neurológico que ocorre em crianças pequenas, associado à febre, mas sem outras causas neurológicas ou metabólicas.
- Vamos analisar a alternativa A. Dizer que a fenitoína é a droga de escolha para o tratamento inicial está incorreto.
- Para crises que duram mais de cinco minutos, o tratamento de primeira linha são os benzodiazepínicos, como o midazolam ou o diazepam, e não se recomenda nenhuma droga contínua para profilaxia, pois isso não reduz o risco de epilepsia.
- A alternativa B afirma que as crises mais frequentes são focais e unilaterais, o que também está incorreto.
- A crise febril típica é generalizada, geralmente tônico-clônica, e dura menos de quinze minutos. Crises focais ou prolongadas caracterizam a forma complexa, que é menos comum.
- A alternativa D sugere que crises não tratadas estão associadas a epilepsia de lobo temporal e dificuldades cognitivas, o que não é verdade para a crise febril simples.
- A crise febril simples não causa dano neurológico ou cognitivo, e o risco de epilepsia posterior é apenas um pouco maior que na população geral, em torno de dois a três por cento. Tratar ou não a crise não altera esse prognóstico.
- Agora, vamos para a alternativa C. Ela descreve a crise febril de forma precisa, de acordo com as definições aceitas.
- Essa é exatamente a definição da crise febril: uma crise em criança de seis meses a cinco anos, associada à febre, sem infecção do sistema nervoso central, distúrbio metabólico agudo ou crise afebril prévia.
- Então, criança de seis meses a cinco anos, com crise convulsiva associada à febre, sem infecção do sistema nervoso central ou outra doença neurológica aguda, pense sempre em crise febril simples.
- Nos vemos na próxima questão.
Pediatrando o tema
Crise febril: o que é e o que não é — uma pediatra ensina o tema da questão na lousa, escrevendo enquanto fala.em validação
Baseado em: Febrile seizure — clinical practice guideline (Royal Children's Hospital Melbourne, 2026) · Crise febril — Departamento de Neurologia (Tratado de Pediatria) (SBP, 5ª ed.) · Febrile seizures: clinical practice guideline for the long-term management of the child with simple febrile seizures (AAP, 2008 (reafirmada)) · Clinical features and evaluation of febrile seizures; Treatment and prognosis (UpToDate (literatura internacional), 2025–2026). Conteúdo em validação — não é comentário oficial da SBP.
Dúvidas respondidas
Perguntas de quem estudou esta questão, respondidas com a fonte ao lado.
Fontes 1
- Febrile seizure — avaliação e manejoRoyal Children's Hospital, 2026 · conferida em 22/09/2026
Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Comentário não oficial da banca ou da SBP.
Comentário atualizado em