- A) TC crânio e EEG.
EEG e tomografia não mudam a conduta na primeira crise febril simples: o EEG não prevê recorrência nem epilepsia, e a TC expõe a radiação sem ganho. Ficam para crise febril complexa, déficit focal ou alteração neurológica persistente.
- B) EEG e ácido valpróico.
O EEG não é indicado, e anticonvulsivante contínuo como o valproato não é recomendado na crise febril simples: não reduz o risco de epilepsia, e o valproato tem risco de hepatotoxicidade grave, sobretudo abaixo de 2 anos.
- C) LCR e carbamazepina.
Carbamazepina não previne crise febril e não tem lugar aqui. A punção lombar fica para sinais meníngeos, sonolência que não melhora após cerca de 1 h ou, entre 6 e 12 meses, vacinação contra Hib e pneumococo incompleta ou uso prévio de antibiótico.
- D) Observação por 4-6 horas, não precisando tratamento medicamentoso.
O quadro é de crise febril simples: 8 meses, crise tônico-clônica breve e única, febre por infecção de vias aéreas e sonolência pós-ictal. Observa-se até o retorno do estado neurológico normal, trata-se a febre para conforto e orienta-se a família; não há indicação de exames nem de anticonvulsivante.
Resumo para lembrar
Crise febril simples (6 a 60 meses, generalizada, menos de 15 minutos, única em 24 h, recuperação completa em até 1 h) não exige EEG, neuroimagem nem anticonvulsivante. A conduta é observar até o retorno do estado neurológico normal, investigar a causa da febre e orientar a família. Punção lombar só com sinais meníngeos, rebaixamento prolongado ou vacinação incompleta entre 6 e 12 meses.