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Pediatrando

Menino de 3 anos é levado ao pronto socorro após picada de abelha. Paciente apresenta: edema em face e pescoço, respiração ruidosa, torpor, taquicardia, náusea, placas urticariformes pelo corpo e prurido. A conduta deve ser:

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Resposta: D

  1. A) AINH VO.

    Anti-inflamatório não hormonal não trata anafilaxia e pode até ser cofator de reações alérgicas. Além disso, a via oral é inadequada em criança torporosa, com edema de via aérea e risco de aspiração.

  2. B) Corticoide EV.

    O corticoide EV age em horas e não reverte o edema de via aérea nem a hipotensão; seu papel é adjuvante, e o benefício contra a reação bifásica não está comprovado. Nunca substitui nem atrasa a adrenalina.

  3. C) Corticoide VO.

    Corticoide oral tem início ainda mais lento que o EV e não trata a fase aguda da anafilaxia. A via oral também é arriscada em criança torporosa, com edema facial e cervical.

  4. D) Adrenalina SC ou IM.

    A adrenalina é a única droga que reverte edema de laringe, broncoespasmo e choque na anafilaxia. A via preferida é a IM na coxa (0,01 mg/kg, máximo 0,3 a 0,5 mg), de absorção mais rápida que a SC, hoje não recomendada; depois, observação por pelo menos 4 a 6 h e prescrição de autoinjetor.

Resumo para lembrar

Picada de abelha com urticária generalizada, edema de face e pescoço, respiração ruidosa, torpor e taquicardia é anafilaxia grave. A primeira medida é adrenalina IM na face anterolateral da coxa, 0,01 mg/kg da solução 1 mg/mL (máximo 0,3 a 0,5 mg), repetida a cada 5 a 15 min se preciso. A via SC não é mais recomendada; corticoide e anti-histamínico são adjuvantes.

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Fontes 1

Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Comentário não oficial da banca ou da SBP.

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