Menina, 3 anos de idade, hígida, há 2 dias apresenta evacuações líquidas com raias de sangue, sem febre ou dor abdominal. Exame físico sem alterações. Considerando 0 diagnóstico, além de manter a alimentação habitual e aumentar a oferta de líquidos ou soro de reidratação oral após cada evacuação diarreica, qual é a orientação adicional recomendada pelo Ministério da Saúde?
Explicação
Uma pediatra explica a questão em voz alta e vai anotando, alternativa por alternativa.
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- Vamos começar analisando o caso. Temos uma menina de três anos de idade, o que nos situa em uma faixa etária pré-escolar, importante para o manejo e a compreensão dos sintomas.
- Ela é descrita como hígida, o que significa que não tem doenças preexistentes que possam complicar o quadro ou alterar o tratamento padrão.
- O quadro agudo, de dois dias de evolução, com evacuações líquidas e, o mais importante, com raias de sangue, nos alerta para uma possível etiologia invasiva ou inflamatória da diarreia.
- No entanto, a ausência de febre ou dor abdominal é um dado tranquilizador, pois sugere que o quadro, apesar do sangue, pode não ser tão grave ou sistêmico quanto poderia ser.
- E o exame físico sem alterações é crucial, indicando que a criança não apresenta sinais de desidratação ou outras complicações graves no momento da avaliação.
- Com esses dados, temos uma diarreia aguda com sangue, mas sem desidratação ou outros sinais de gravidade. O enunciado já nos informa que a base do tratamento, que é manter a alimentação habitual e aumentar a oferta de líquidos ou soro de reidratação oral, está sendo realizada.
- A questão nos pede qual é a orientação adicional recomendada pelo Ministério da Saúde. Vamos analisar as alternativas.
- A alternativa A sugere orientar sinais de alarme para retorno e solicitar coprocultura. A orientação de sinais de alarme é sempre fundamental, mas a coprocultura não é um exame rotineiro na diarreia aguda simples, mesmo com raias de sangue, se não há outros sinais de gravidade que justifiquem uma investigação mais aprofundada de imediato.
- A alternativa B propõe prescrever azitromicina. O uso de antibióticos na diarreia aguda depende de indicações muito específicas, como desidratação grave, febre alta persistente, ou imunodeficiência. Neste quadro, sem febre, sem desidratação e com exame físico normal, não há indicação de antibiótico de rotina.
- Já a alternativa C fala em prescrever probiótico. Embora probióticos possam ter algum papel em certos tipos de diarreia, eles não substituem as medidas essenciais de reidratação e alimentação, e a evidência de seu benefício é muito dependente da cepa específica, não sendo uma recomendação universal e prioritária do Ministério da Saúde para todos os casos.
- A alternativa D, que é a correta, sugere prescrever zinco e orientar sinais de alarme para retorno. A suplementação de zinco é uma recomendação do Ministério da Saúde para crianças com diarreia, pois ajuda a reduzir a duração e a gravidade dos episódios, além de prevenir futuros. E a orientação de sinais de alarme é sempre crucial para que os pais saibam quando procurar novamente o serviço de saúde.
- Então, uma criança de três anos com diarreia com sangue, mas sem desidratação, além da reidratação oral e manutenção da alimentação, pense sempre na suplementação de zinco e na orientação sobre sinais de alarme.
- Nos vemos na próxima questão.
Dúvidas respondidas
Perguntas de quem estudou esta questão, respondidas com a fonte ao lado.
Fontes 1
- Diarreia aguda infecciosaSBP, 2023 · conferida em 22/09/2026
Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Anotações do PDF utilizadas como ponto de partida, sem reprodução literal. Comentário não oficial da banca ou da SBP.