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Pediatrando

Menina de 3 anos apresenta febre alta, há 2 dias, dor intensa em ouvido direito e irritabilidade. A mãe relata que a criança teve resfriado recente. Ao exame físico, observa-se membrana timpânica hiperemiada e abaulada, com mobilidade reduzida. Não há otorreia nem sinais de complicação. A criança tem histórico de alergia à penicilina, manifestada por exantema cutâneo leve (sem urticária ou anafilaxia). A partir do quadro clínico mencionado, qual o antibiótico de escolha para o caso?

Hífen de quebra de linha que ficou no meio da palavra.

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Resposta: B

  1. A) Eritromicina.

    Eritromicina e outros macrolídeos enfrentam resistência crescente do pneumococo e têm cobertura ruim para Haemophilus influenzae. Ficam como alternativa apenas na alergia grave, do tipo I, à penicilina, e mesmo assim com eficácia inferior.

  2. B) Cefuroxima axetil.

    Febre alta e otalgia intensa com membrana hiperemiada e abaulada firmam OMA grave, que pede antibiótico. Com exantema leve prévio à penicilina, sem urticária nem anafilaxia, a AAP indica cefalosporina oral: a cefuroxima axetil (30 mg/kg/dia, de 12 em 12 horas, por 10 dias nesta idade e gravidade) cobre pneumococo, H. influenzae e M. catarrhalis, com reação cruzada mínima.

  3. C) Amoxicilina + ácido clavulânico.

    Amoxicilina-clavulanato é a escolha na falha da amoxicilina, na conjuntivite associada ou após uso recente de amoxicilina, mas contém penicilina e não se usa quando se decidiu evitar a classe. Hoje, exantema leve e tardio é considerado de baixo risco, e a desrotulagem com teste de provocação oral pode liberar a amoxicilina no futuro.

  4. D) Azitromicina.

    Azitromicina tem baixa atividade contra H. influenzae e resistência relevante do pneumococo, com mais falha clínica. É reservada à alergia grave à penicilina quando também se evitam as cefalosporinas.

  5. E) Clindamicina.

    Clindamicina age sobre o pneumococo, inclusive resistente, mas não cobre H. influenzae nem M. catarrhalis. Isolada é inadequada como tratamento empírico da OMA; costuma ser associada a cefalosporina de terceira geração nas falhas terapêuticas.

Resumo para lembrar

OMA com febre alta ou otalgia intensa pede antibiótico em qualquer idade. A primeira escolha é amoxicilina 80 a 90 mg/kg/dia; na alergia não grave à penicilina (exantema tardio, sem urticária nem anafilaxia), a AAP indica cefalosporina oral, como cefuroxima axetil, cefdinir ou cefpodoxima, pelo baixo risco de reação cruzada. Macrolídeos ficam para a alergia grave.

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Fontes 1

Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Comentário não oficial da banca ou da SBP.

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