- A) Puberdade precoce periférica; tratar com antiandrogênico e acompanhamento sem bloqueio hipotalâmico.
Na puberdade precoce periférica os esteroides sexuais vêm de gônada, adrenal ou fonte externa, e LH e FSH ficam suprimidos, sem resposta ao GnRH. Com LH basal elevado e resposta puberal ao estímulo, o eixo está ativado, e antiandrogênico não trata a telarca.
- B) Adrenarca precoce; apenas seguimento clínico, pois não há ativação do eixo hipotálamo-hipófise-gonadal (HHG).
Adrenarca precoce é pelos pubianos ou axilares e odor antes dos 8 anos por androgênios adrenais (DHEA-S), sem telarca, sem grande avanço da idade óssea e sem ativação gonadal. Esta menina tem mamas, útero aumentado e LH puberal.
- C) Telarca precoce isolada; investigar causas ambientais e orientar regressão espontânea.
Telarca precoce isolada é aumento mamário, em geral antes dos 2 anos, sem pelos e sem aceleração do crescimento, com idade óssea e útero pré-puberais e LH baixo. Crescimento rápido, pubarca, idade óssea de 8 anos e LH puberal excluem essa hipótese.
- D) Puberdade precoce central; iniciar tratamento com análogos de GnRH de ação prolongada.
Telarca aos 5 anos e 10 meses com pubarca, aceleração do crescimento, idade óssea 2 anos à frente, útero aumentado e LH basal e estimulado puberais definem puberdade precoce central. O análogo de GnRH de depósito (por exemplo, leuprorrelina 3,75 mg mensal ou 11,25 mg trimestral) preserva a estatura final e o bem-estar psicossocial.
- E) Puberdade antecipada constitucional; observar evolução do desenvolvimento puberal antes de iniciar terapia.
Puberdade antecipada é o início entre 8 e 9 anos na menina, variante que em geral só se acompanha. Aqui a telarca começou antes dos 6 anos, e a ativação do eixo com avanço da idade óssea exige tratamento.
Resumo para lembrar
Puberdade precoce na menina é telarca antes dos 8 anos. É central, dependente de gonadotrofinas, quando o LH basal está acima de 0,3 UI/L ou o pico após estímulo passa de 5 UI/L, com idade óssea avançada e útero aumentado. O tratamento é o análogo de GnRH de depósito (leuprorrelina ou triptorrelina), e a RM de sela investiga lesão hipotalâmica.