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Pediatrando

Menino, 3 anos, internado em uma unidade de terapia intensiva pediátrica com neoplasia de sistema nervoso central, foi operado pela neurocirurgia com retirada parcial da lesão há 3 meses, e desde então vem realizando tratamento quimioterápico. Ressonância magnética recente mostra aumento importante do tumor e a equipe de oncologia considera que não há mais possibilidades terapêuticas para tratamento do tumor. O paciente permanece acamado, pouco responsivo e acompanhado de sua mãe. A equipe multidisciplinar se reúne para definir quais condutas terapêuticas serão realizadas nesse paciente. Nesse caso, a conduta a ser adotada deve ser

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Resposta: A

  1. A) administrar opioides para controle da dor e, junto da família, orientar a não realização de ressuscitação cardiopulmonar.

    Tumor progressivo sem opção terapêutica em criança pouco responsiva define fase final de vida; o cuidado se volta ao conforto, com opioides para dor e dispneia e decisão compartilhada com a mãe de não reanimar, registrada em prontuário e eticamente amparada.

  2. B) realizar sedação e intubação orotraqueal para maior conforto e orientar a não realização de ressuscitação cardiopulmonar.

    Sedação e intubação são medidas invasivas que prolongam o processo de morte sem benefício; a sedação paliativa, quando indicada, é feita sem ventilação invasiva e para sintomas refratários.

  3. C) iniciar um novo ciclo de quimioterapia com medicações diferentes das que já foram utilizadas, para controle da proliferação celular tumoral.

    Nova quimioterapia sem perspectiva de resposta acrescenta toxicidade e sofrimento, caracterizando obstinação terapêutica.

  4. D) solicitar nova abordagem pela equipe de neurocirurgia para retirada de parte da lesão, o que aliviará a pressão intracraniana e prolongará a sobrevida.

    Cirurgia paliativa só se justifica quando alivia sintoma específico com risco aceitável; ressecção parcial de tumor em progressão em criança acamada não prolonga sobrevida com qualidade.

Resumo para lembrar

Quando não há mais tratamento modificador da doença, o objetivo passa a ser conforto: controle da dor com opioides, cuidado dos sintomas e planejamento compartilhado com a família, incluindo a decisão de não reanimar, que é ética e legal quando documentada e alinhada aos objetivos do cuidado.

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Fontes 1

Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Comentário não oficial da banca ou da SBP.

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