Pular para o conteúdo
Pediatrando

Mulher de 18 anos deu à luz uma criança do sexo feminino, Apgar 9/10, nascida a termo, com peso de nascimento de 3.500 g, comprimento de 50 cm e perímetro cefálico de 35 cm. A criança permaneceu em aleitamento materno exclusivo desde o nascimento. Com 24 horas de vida, o médico constata a perda de 175 g, eliminações presentes, a paciente corada e hidratada. Nesse caso, a perda de peso em relação ao peso do nascimento é de

Ver o gabarito comentado

Resposta: A

  1. A) 5%, o que não é motivo de preocupação.

    175 g em 3.500 g são 5%, dentro da perda fisiológica das primeiras 72 horas (limite de alerta 7%); com diurese, evacuações e bom estado geral, mantém-se aleitamento em livre demanda e reavalia-se o peso na consulta do 3º ao 5º dia.

  2. B) 15%, devendo receber complemento com fórmula.

    O cálculo está errado e mesmo perdas maiores são conduzidas primeiro com correção de pega, frequência das mamadas e ordenha; fórmula precoce reduz o estímulo à lactogênese II e a chance de aleitamento exclusivo.

  3. C) 15%, sendo necessária observação clínica rigorosa.

    A porcentagem está incorreta; observação rigorosa, com dosagem de sódio e bilirrubina, cabe a perdas próximas de 10% ou a sinais de desidratação, ausentes aqui.

  4. D) 5%, mas não deveria estar acontecendo nesse momento.

    A perda de peso nos primeiros dias é esperada: reflete a diurese do líquido extracelular e o pequeno volume de colostro antes da apojadura, que ocorre em torno do 3º dia.

Resumo para lembrar

A perda ponderal fisiológica do recém-nascido a termo em aleitamento fica abaixo de 7% e é recuperada até 10 a 14 dias de vida; perda de 7 a 10% pede avaliação da técnica e das mamadas, e acima de 10% exige intervenção. Abaixo desses limites, com diurese e evacuações presentes, mantém-se a amamentação.

Reportar
Fontes 1

Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Comentário não oficial da banca ou da SBP.

Questões do mesmo tema