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Pediatrando

Os achados semiológicos característicos na síndrome do bebê azul em neonatos estão associados principalmente à/ao:

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Resposta: A

  1. A) Cianose central persistente agravada pelo choro, sem melhora com administração de oxigênio suplementar.

    Cianose central que não responde à hiperóxia e se acentua com o choro indica shunt direita-esquerda fixo, típico das cardiopatias cianóticas como tetralogia de Fallot e transposição das grandes artérias; é o quadro clássico do bebê azul.

  2. B) Palidez cutânea generalizada associada à taquicardia e hiperpnéia em repouso.

    Palidez com taquicardia e hiperpneia sugere choque, anemia grave ou acidose metabólica, não cianose por cardiopatia; nas obstruções esquerdas o quadro é de choque, não de cianose.

  3. C) Rubor facial evidente durante o choro, com melhora após elevação da cabeça.

    Rubor facial ao chorar é resposta vasomotora normal do recém-nascido, sem relação com hipoxemia.

  4. D) Cianose periférica transitória em extremidades, com pulsos femorais amplos e simétricos.

    Acrocianose em mãos e pés com pulsos normais é fisiológica nas primeiras horas ou com frio; a cianose cardíaca é central, em lábios, língua e mucosas, e aparece com hemoglobina reduzida acima de 3 a 5 g/dL.

  5. E) Icterícia generalizada com discreta coloração azulada em leitos ungueais e mucosas.

    Icterícia é acúmulo de bilirrubina e não produz cianose; a coloração azulada em leitos ungueais sugeriria acrocianose, não a síndrome.

Resumo para lembrar

A cianose central cardíaca é persistente, piora ao choro e não corrige com oxigênio a 100%: no teste da hiperóxia, PaO2 abaixo de 100 mmHg sugere cardiopatia e acima de 250 a afasta. Difere da cianose pulmonar, que melhora com O2, e da acrocianose do recém-nascido; na suspeita, ecocardiograma e PGE1.

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Fontes 1

Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Comentário não oficial da banca ou da SBP.

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