Paciente de 4 anos é admitido no pronto-socorro em status epilepticus com crises generalizadas. A oxigenoterapia foi rapidamente estabelecida, mas o acesso venoso periférico não foi obtido após duas tentativas (cerca de 2 minutos). Qual a via de administração e medicação anticonvulsivante de escolha?
Explicação
Uma pediatra explica a questão em voz alta e vai anotando, alternativa por alternativa.
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- Então, residente, vamos analisar essa questão de prova, que é bem prática e importante para o dia a dia do pronto-socorro.
- Primeiro, o paciente tem 4 anos, o que nos coloca na faixa etária pediátrica, onde as doses e vias de administração podem ser diferentes dos adultos.
- Ele é admitido em status epilepticus com crises generalizadas, o que é uma emergência neurológica que exige intervenção rápida para evitar danos cerebrais.
- A oxigenoterapia foi rapidamente estabelecida, o que mostra que as medidas de suporte básico foram iniciadas, mas a crise persiste.
- E aqui vem um ponto crucial: o acesso venoso periférico não foi obtido após duas tentativas, em cerca de dois minutos.
- Isso significa que a via preferencial para a medicação, que seria a intravenosa, está indisponível no momento, e precisamos pensar em alternativas eficazes e rápidas.
- Diante de um status epilepticus, a primeira linha de tratamento são os benzodiazepínicos, e a falha do acesso venoso nos obriga a considerar vias alternativas de administração.
- A rapidez é essencial, então precisamos de uma via que seja de fácil obtenção e que permita a absorção rápida da medicação para controlar a crise o quanto antes.
- Vamos analisar as alternativas, começando pelas incorretas.
- A alternativa A sugere a via intranasal com diazepam.
- Embora a via intranasal seja uma opção para benzodiazepínicos em status epilepticus, o diazepam não é a medicação de escolha para essa via no Brasil, sendo o midazolam o mais utilizado e disponível para essa finalidade.
- A alternativa C propõe a via intraóssea com fenitoína.
- A via intraóssea é de fato uma excelente alternativa quando o acesso venoso falha, mas a fenitoína é uma medicação de segunda linha no tratamento do status epilepticus, ou seja, ela só deve ser usada após a falha de uma ou duas doses de benzodiazepínicos.
- A primeira medicação continua sendo um benzodiazepínico, e a via intramuscular, que veremos na alternativa correta, dispensa a espera pela punção intraóssea.
- A alternativa D sugere a via sublingual com clonazepam.
- O clonazepam sublingual não tem evidência robusta para o tratamento do estado de mal epiléptico, e a absorção nessa via pode ser imprevisível em uma criança em crise, além do risco de aspiração.
- As vias validadas sem acesso venoso são o midazolam intramuscular, bucal ou intranasal, e o diazepam retal.
- Isso nos leva à alternativa B, que indica a via intramuscular com midazolam.
- Quando o acesso venoso falha, o midazolam intramuscular, na dose de 0,2 miligramas por quilo, com dose máxima de 10 miligramas, é a primeira linha de escolha.
- Estudos mostram que ele é tão eficaz quanto a via intravenosa para controlar as crises e pode ser aplicado mais cedo, o que é crucial para o prognóstico.
- Se a crise persistir após cinco a dez minutos, podemos repetir a dose do benzodiazepínico e, então sim, buscar um acesso venoso ou intraósseo para a segunda linha de tratamento.
- Então, em uma criança de 4 anos, com status epilepticus e sem acesso venoso, pense sempre em midazolam intramuscular como a primeira e mais rápida opção.
- Nos vemos na próxima questão.
Dúvidas respondidas
Perguntas de quem estudou esta questão, respondidas com a fonte ao lado.
Fontes 1
- Seizures — acute managementRoyal Children's Hospital, 2025 · conferida em 22/09/2026
Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Comentário não oficial da banca ou da SBP.
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