- A) Posição genitopeitoral, oxigênio e fenilefrina.
A posição genupeitoral e a fenilefrina (agonista alfa, 5 a 20 mcg/kg em bolus) elevam a resistência vascular sistêmica e desviam sangue para a artéria pulmonar, reduzindo o shunt direita-esquerda; o oxigênio é vasodilatador pulmonar. É a conduta clássica da crise hipercianótica, ao lado da morfina e do volume.
- B) Intubação orotraqueal e massagem cardíaca.
Não há parada cardiorrespiratória que indique compressões, e a intubação é o último recurso: a manipulação da via aérea e a agitação pioram a crise. Antes vêm posição, oxigênio, sedação, volume e vasopressor.
- C) Intubação orotraqueal imediata e início de milrinone.
A milrinona é inotrópico e vasodilatador sistêmico: reduz a resistência vascular sistêmica e aumenta o shunt direita-esquerda, agravando a hipoxemia. Inotrópicos podem ainda piorar o espasmo infundibular, e a intubação imediata não é a primeira medida.
- D) Posição genitopeitoral, oxigênio e midazolam endovenoso.
Posição e oxigênio estão certos, mas o sedativo clássico é a morfina, que alivia a hiperpneia e o espasmo infundibular. O midazolam intravenoso pode baixar a pressão arterial e a resistência sistêmica e deprimir a respiração, sem o efeito hemodinâmico favorável da fenilefrina.
Resumo para lembrar
Crise hipoxêmica (hipercianótica) no lactente com tetralogia de Fallot: o choro aumenta o espasmo infundibular e o shunt direita-esquerda. Conduta: acalmar, posição genupeitoral (aumenta a resistência vascular sistêmica), oxigênio, morfina 0,1 mg/kg e volume; se refratária, fenilefrina, betabloqueador e bicarbonato. A intubação fica para a falha dessas medidas.