- A) Administrar morfina intramuscular.
A morfina (0,1 a 0,2 mg/kg por via SC, IM ou IV) reduz a hiperpneia e o espasmo infundibular, mas entra quando a posição genupeitoral e acalmar a criança não resolvem. A injeção causa dor e agitação, enquanto a posição é imediata e não invasiva.
- B) Administrar solução salina via venosa.
A expansão com cristaloide (10 a 20 mL/kg) aumenta a pré-carga e o enchimento do ventrículo direito e faz parte do tratamento da crise que não cede, mas depende de acesso venoso, cuja punção agita a criança. Não é a primeira conduta.
- C) Oferecer oxigênio numa fração inspirada maior que 70%.
O oxigênio é oferecido, mas tem efeito limitado, porque a hipoxemia vem do shunt intracardíaco direita-esquerda com fluxo pulmonar reduzido, e não de doença pulmonar. Sozinho, não desfaz a crise sem medidas que aumentem a resistência sistêmica.
- D) Flexionar os quadris e joelhos, trazendo os joelhos o mais próximo possível do peito.
Flexionar quadris e joelhos sobre o tórax (posição genupeitoral, equivalente ao agachamento da criança maior) comprime as artérias femorais e eleva a resistência vascular sistêmica, o que reduz o shunt direita-esquerda e aumenta o fluxo pulmonar. É imediata, não invasiva e feita no colo, seguida das medidas farmacológicas se necessário.
Resumo para lembrar
Na crise de hipóxia da tetralogia de Fallot, espasmo infundibular e queda da resistência sistêmica aumentam o shunt direita-esquerda. A primeira medida é a posição genupeitoral (joelhos ao tórax), que eleva a resistência vascular sistêmica, com a criança calma no colo; depois oxigênio, morfina 0,1 a 0,2 mg/kg, volume, fenilefrina e betabloqueador.