Recém-nascido apresenta sopro sistólico e cianose no alojamento conjunto. Qual cardiopatia congênita melhor justifica esse quadro?
Explicação
Uma pediatra explica a questão em voz alta e vai anotando, alternativa por alternativa.
Ler a transcrição
- Vamos analisar o enunciado com calma, destacando os pontos mais importantes para a nossa decisão.
- O fato de ser um recém-nascido já nos direciona para cardiopatias congênitas que se manifestam logo nos primeiros dias de vida.
- A presença de um sopro sistólico é um achado importante, indicando alguma alteração no fluxo sanguíneo cardíaco.
- A cianose é um sinal crucial, pois nos diz que estamos diante de uma cardiopatia cianogênica, ou seja, com desvio de sangue da direita para a esquerda.
- E o alojamento conjunto reforça que essa manifestação é precoce, antes mesmo da alta hospitalar, o que é típico de algumas cardiopatias mais graves.
- Juntando todos esses dados, temos um recém-nascido com sopro sistólico e cianose, que se manifesta precocemente no alojamento conjunto. Isso aponta para uma cardiopatia congênita cianogênica que causa esses sintomas logo após o nascimento.
- A alternativa B, Coarctação da aorta, está incorreta. A coarctação é uma cardiopatia acianótica. Embora possa ser grave no período neonatal, ela se manifesta com má perfusão, pulsos femorais fracos e diferença de pressão arterial entre os membros, não com cianose central e sopro como descrito.
- A alternativa C, Comunicação interatrial, também está incorreta. A CIA é uma cardiopatia acianótica, com desvio de sangue da esquerda para a direita. Geralmente, ela é silenciosa no período neonatal e o sopro sistólico ejetivo só aparece mais tarde na infância, com o hiperfluxo pulmonar.
- A alternativa D, Defeito do septo ventricular, está incorreta. A Comunicação Interventricular, ou CIV, também é uma cardiopatia acianótica, com desvio de sangue da esquerda para a direita. O sopro holossistólico costuma surgir após a queda da resistência pulmonar, nas primeiras semanas, e a cianose só ocorreria muito tempo depois, com hipertensão pulmonar e inversão do shunt, um quadro conhecido como síndrome de Eisenmenger.
- A alternativa A, Tetralogia de Fallot, é a correta. Na Tetralogia de Fallot, a obstrução da via de saída do ventrículo direito causa um sopro sistólico ejetivo. A Comunicação Interventricular associada, junto com a obstrução, provoca um desvio de sangue da direita para a esquerda, resultando em cianose central. É a cardiopatia cianogênica mais comum e que melhor justifica sopro com cianose em um recém-nascido no alojamento conjunto.
- Então, lembre-se: em um recém-nascido com sopro sistólico e cianose, pense sempre em cardiopatia congênita cianogênica, como a Tetralogia de Fallot, que se manifesta precocemente.
- Nos vemos na próxima questão.
Pediatrando o tema
Sopro com cianose: tetralogia de Fallot — uma pediatra ensina o tema da questão na lousa, escrevendo enquanto fala.em validação
Baseado em: Tetralogia de Fallot (MSD Manual Profissional, versão online) · Cardiopatias congênitas críticas e teste do coraçãozinho — Departamentos de Cardiologia e Neonatologia (SBP, 2021–2024) · Tetralogy of Fallot (TOF): Pathophysiology, clinical features, and diagnosis (UpToDate (literatura internacional), 2025–2026). Conteúdo em validação — não é comentário oficial da SBP.
Dúvidas respondidas
Perguntas de quem estudou esta questão, respondidas com a fonte ao lado.
Fontes 1
- Tetralogia de FallotMSD Manual Profissional, versão online · conferida em 22/09/2026
Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Comentário não oficial da banca ou da SBP.
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