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Pediatrando

Qual é o principal objetivo da desfibrilação?

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Resposta: C

  1. A) Fazer o coração voltar a bater

    A ideia de que o choque “reinicia” o coração é popular, mas imprecisa: ele não gera contração, apenas despolariza todo o miocárdio ao mesmo tempo. Por isso não se desfibrila assistolia nem AESP, em que não há atividade caótica a interromper.

  2. B) Fornecer oxigênio

    A oferta de oxigênio depende da ventilação e do fluxo gerado pelas compressões ou pela circulação espontânea. O choque elétrico não oxigena os tecidos; ele atua apenas sobre a atividade elétrica desorganizada do miocárdio.

  3. C) Interromper a atividade elétrica caótica

    Na FV e na TVSP, a atividade elétrica é desorganizada e não gera débito. O choque despolariza simultaneamente a massa crítica do miocárdio, interrompendo esse caos e permitindo que o marca-passo natural retome um ritmo organizado. Doses: 2 J/kg, depois 4 J/kg, com RCP imediata após cada choque.

  4. D) Aumentar a frequência cardíaca

    Aumentar a frequência cardíaca é objetivo do tratamento da bradicardia, com ventilação, adrenalina, atropina ou marca-passo. A desfibrilação não acelera o coração; ela encerra um ritmo caótico sem pulso.

Resumo para lembrar

A desfibrilação despolariza simultaneamente o miocárdio para interromper a atividade elétrica caótica da FV ou da TVSP, permitindo que o nó sinusal retome o comando. Ela não reinicia um coração parado, por isso assistolia e AESP não são chocáveis. Dose na criança: 2 J/kg, depois 4 J/kg e seguintes ≥4 J/kg até 10 J/kg ou a dose adulta, com RCP logo após cada choque.

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Fontes 1

Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Comentário não oficial da banca ou da SBP.

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