Recém-nascido masculino, 37 semanas, gestação sem intercorrências. A gestante recebeu a vacina contra o vírus sincicial respiratório (VSR) sete dias antes do parto. Segundo a SBP, na profilaxia do VSR, deve ser recomendado para esse recém-nascido:
Explicação
Uma pediatra explica a questão em voz alta e vai anotando, alternativa por alternativa.
Ler a transcrição
- Vamos analisar o caso clínico, que nos apresenta um recém-nascido e uma situação específica de profilaxia para o Vírus Sincicial Respiratório, o VSR.
- A idade gestacional de 37 semanas é um dado importante, pois nos situa que é um bebê a termo ou quase a termo, e a profilaxia do VSR tem critérios específicos para diferentes idades gestacionais.
- O enunciado também nos diz que a gestação transcorreu sem intercorrências, o que nos indica que não há outros fatores de risco complicadores para o bebê além do que será apresentado.
- Este é o ponto chave: a mãe recebeu a vacina contra o VSR apenas sete dias antes do parto. Esse intervalo de tempo é crucial para a decisão da conduta.
- A questão nos pede a recomendação de profilaxia para o VSR, segundo a SBP, para este recém-nascido.
- O fato de a mãe ter recebido a vacina contra o VSR apenas sete dias antes do parto é um período muito curto para que haja uma transferência placentária adequada e suficiente de anticorpos para o bebê.
- Portanto, mesmo com a mãe vacinada, o recém-nascido pode não ter recebido a proteção esperada contra o VSR, necessitando de uma intervenção adicional.
- Nesse cenário de transferência insuficiente de anticorpos maternos, a recomendação atual é garantir a proteção do bebê com a administração direta de anticorpos.
- Vamos analisar a alternativa D, que afirma que o recém-nascido está imunizado porque a mãe recebeu a vacina. Isso está incorreto.
- O comentário da questão nos diz que sete dias não garantem uma transferência placentária adequada de anticorpos. Para que a imunização materna seja eficaz no bebê, o ideal é que a vacina seja administrada com pelo menos 14 dias de antecedência ao parto.
- A alternativa B sugere o palivizumabe em cinco doses mensais. Essa opção está incorreta.
- O palivizumabe, embora seja um anticorpo monoclonal, não é a estratégia preferida descrita para esse recém-nascido, especialmente com a disponibilidade de novas opções como o nirsevimabe, que oferece uma proteção mais prolongada com dose única.
- A alternativa C propõe o nirsevimabe em cinco doses. Esta também está incorreta.
- O nirsevimabe é um anticorpo monoclonal de longa duração, e sua administração é feita em dose única, não em um esquema de cinco doses mensais.
- Finalmente, a alternativa A nos diz para recomendar o Nirsevimabe em dose única ao nascer, independentemente da sazonalidade. Esta é a alternativa correta.
- Como a mãe recebeu a vacina contra o VSR muito perto do parto, a transferência de anticorpos para o bebê pode ter sido insuficiente. Nesses casos, a recomendação é sim administrar o nirsevimabe em dose única ao nascer para garantir a proteção do recém-nascido, conforme as diretrizes atuais.
- Para resumir, um recém-nascido de 37 semanas, cuja mãe foi vacinada para VSR menos de 14 dias antes do parto, deve receber Nirsevimabe em dose única ao nascer.
- Nos vemos na próxima questão.
Dúvidas respondidas
Perguntas de quem estudou esta questão, respondidas com a fonte ao lado.
Fontes 1
- Guia rápido de imunização contra o VSRSBIm/SBP/FEBRASGO, 2026 · conferida em 22/09/2026
Comentários atualizados em . Redação própria a partir da questão, das anotações presentes no PDF e das referências indicadas. Não é comentário oficial da banca.