- A) a criança tem diarreia associada a perda ponderal nos últimos 2 meses;
Diarreia com perda de peso é sinal de alarme (como sangue nas fezes, dor noturna, febre, anemia e desaceleração do crescimento) que afasta diagnóstico funcional e obriga a investigar doença inflamatória intestinal ou celíaca.
- B) a dor abdominal é aliviada após resolução da constipação;
Quando a dor desaparece com a resolução da constipação, Roma IV classifica o quadro como constipação funcional, e não como intestino irritável; na SII a dor persiste apesar do tratamento da constipação.
- C) a dor abdominal é acompanhada de alteração na frequência das evacuações;
Dor abdominal recorrente relacionada à defecação ou acompanhada de mudança na frequência ou na forma das fezes, ao menos 4 dias por mês por 2 meses e sem outra explicação após avaliação, define a síndrome do intestino irritável em crianças e adolescentes.
- D) a criança tem evacuação Bristol 6 na primeira evacuação do dia, seguida por Bristol 1 nas demais evacuações;
A escala de Bristol serve apenas para subtipar a SII em predomínio de constipação (tipos 1 e 2), de diarreia (tipos 6 e 7), misto ou indeterminado; um padrão específico ao longo do dia não é critério diagnóstico.
- E) os sintomas acontecem por pelo menos 1 mês antes do diagnóstico.
Roma IV exige que os critérios estejam presentes por pelo menos 2 meses antes do diagnóstico, não 1 mês.
Resumo para lembrar
Por Roma IV, a síndrome do intestino irritável na criança exige dor abdominal ao menos 4 dias por mês, por no mínimo 2 meses, associada à defecação, a mudança na frequência ou na forma das fezes; se a dor some ao tratar a constipação, o diagnóstico é constipação funcional. Sinais de alarme obrigam a investigar.