- A) fazer perguntas abertas que permitam à mãe expressar argumentos contra a manutenção da amamentação;
Perguntas abertas são desejáveis: deixam a mãe expor dúvidas e dificuldades, o que permite entender o motivo do desmame iminente (dor, percepção de pouco leite, cansaço) e trabalhá-lo.
- B) recorrer à comunicação não verbal, uma vez que esta pode induzir a erros de interpretação, tornar-se inapropriada ou gerar problemas éticos;
Comunicação não verbal (olhar, postura na mesma altura, toque apropriado, remover barreiras, dar tempo para a mãe falar) é ferramenta central do aconselhamento, e não algo a evitar.
- C) aceitar as opiniões da mãe durante a conversa, a fim de demonstrar, de forma clara e incisiva, que a posição expressa nessas opiniões está equivocada;
Aceitar o que a mãe pensa é técnica recomendada; usá-la para provar de modo incisivo que ela está errada contraria a empatia, mas a alternativa embaralha conduta certa com finalidade errada e não foi a escolhida pela banca.
- D) usar palavras que possam ser interpretadas como julgamento, exceto quando possam efetivamente levar ao desmame;
Palavras de julgamento (certo, errado, bem, mal, suficiente) devem ser evitadas sempre, sem exceção; a ressalva sobre o desmame é absurda, o que faz desta alternativa também uma conduta a evitar e gera a ambiguidade da questão.
- E) subestimar os sentimentos da mãe, a fim de demonstrar, durante a conversa, que eles podem ser compreendidos e valorizados.
Minimizar ou subestimar os sentimentos da mãe é o oposto da empatia e costuma acelerar o desmame; a segunda parte da frase é contraditória, mas a banca considerou esta a conduta a ser evitada.
Resumo para lembrar
O aconselhamento em amamentação (OMS/Ministério da Saúde) reúne habilidades de escuta, como comunicação não verbal útil, perguntas abertas, empatia e evitar palavras de julgamento, e habilidades de apoio, como aceitar o que a mãe sente e pensa, reconhecer o que ela faz bem e informar em linguagem simples.