Um lactente de sete meses de vida iniciou a introdução alimentar há um mês. Sua mãe relata que ele recusa frequentemente os alimentos oferecidos, aceitando apenas pequenas quantidades e demonstrando desinteresse durante as refeições. No acompanhamento pediátrico, a mãe pergunta qual seria a melhor abordagem para melhorar a aceitação alimentar do bebê. A conduta adequada para esse paciente é:
Explicação
Uma pediatra explica a questão em voz alta e vai anotando, alternativa por alternativa.
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- Vamos analisar o caso clínico. Primeiro, temos um lactente de sete meses de vida, o que é a idade ideal para a introdução alimentar e nos ajuda a contextualizar o problema.
- Ele iniciou a introdução alimentar há um mês, o que significa que está no período inicial dessa fase, onde a recusa é bastante comum e esperada.
- A mãe relata que ele recusa frequentemente os alimentos oferecidos, o que já nos acende um alerta para uma possível dificuldade ou seletividade alimentar, mas ainda dentro do esperado para a idade.
- Além disso, ele aceita apenas pequenas quantidades e demonstra desinteresse durante as refeições, o que reforça a ideia de que o bebê pode estar passando pela fase de neofobia, que é a aversão a alimentos novos.
- Diante desses achados, um lactente de sete meses que iniciou a introdução alimentar há um mês e apresenta recusa e desinteresse, provavelmente está manifestando a neofobia alimentar, que é uma resposta normal a novos sabores e texturas.
- A conduta adequada, então, deve ser baseada nos princípios da alimentação responsiva, que visam promover uma relação saudável com a comida, sem forçar ou gerar estresse.
- A alternativa A sugere evitar repetir a oferta de alimentos que já foram recusados. Isso está incorreto, pois retirar os alimentos recusados empobrece a dieta e reforça a seletividade, e a aceitação geralmente depende de exposição repetida, muitas vezes de oito a dez vezes.
- A alternativa B propõe reduzir a oferta do leite materno para estimular o apetite. Essa conduta está incorreta, pois aos sete meses o leite materno ainda é a principal fonte de nutrientes, e a Sociedade Brasileira de Pediatria orienta manter a amamentação em livre demanda.
- A alternativa D sugere interromper o processo de introdução da alimentação por duas semanas. Isso também está incorreto, pois a recusa inicial não indica imaturidade, e interromper a introdução atrasa a exposição a novos sabores e texturas, aumentando o risco de dificuldades futuras.
- Finalmente, a alternativa C, que diz para manter a oferta de alimentos variados, respeitando sinais de fome e saciedade, e repetindo a exposição a alimentos recusados em diferentes preparações e contextos, é a conduta correta.
- Essa abordagem está alinhada com as recomendações da Sociedade Brasileira de Pediatria para a neofobia e baixa aceitação no primeiro mês de introdução alimentar, promovendo uma alimentação responsiva e saudável.
- Então, para uma criança de sete meses, com recusa alimentar na introdução, pense sempre em neofobia e na importância da alimentação responsiva, com exposição repetida e variada.
- Nos vemos na próxima questão.
Pediatrando o tema
O bebê que recusa a papa — uma pediatra ensina o tema da questão na lousa, escrevendo enquanto fala.em validação
Baseado em: Alimentação complementar para o lactente saudável — Departamento de Nutrologia (SBP, 2024) · Guia alimentar para crianças brasileiras menores de 2 anos (Ministério da Saúde, 2019) · Introducing solid foods and vitamin and mineral supplementation during infancy (responsive feeding) (UpToDate (literatura internacional), 2025–2026). Conteúdo em validação — não é comentário oficial da SBP.
Dúvidas respondidas
Perguntas de quem estudou esta questão, respondidas com a fonte ao lado.
Fontes 1
- Alimentação complementar para o lactente saudávelSBP, 2024 · conferida em 22/09/2026
Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Comentário não oficial da banca ou da SBP.
Comentário atualizado em