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Pediatrando

Um menino de 3 anos, com diagnóstico recente de Síndrome Nefrótica, é encaminhado para internação para manejo de anasarca. A criança apresenta-se irritada, com extremidades frias, tempo de enchimento capilar de 4 segundos e dor abdominal difusa. Os sinais vitais mostram frequência cardíaca: 145 bpm e pressão arterial: 75/40 mmHg (abaixo do percentil 5 para idade e altura). Exames laboratoriais: hematócrito de 48%, leucograma e plaquetas sem alterações; albumina sérica de 1,2 g/dL, e fração de excreção de sódio (FeNa) menor que 1%. Qual é a conduta imediata mais adequada?

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Resposta: A

  1. A) Realizar expansão volêmica com Albumina a 20% (0,5 g/kg) em 2 horas. Avaliar necessidade de furosemida endovenosa pós-infusão de albumina.

    O quadro é de hipovolemia da síndrome nefrótica (dor abdominal, extremidades frias, TEC de 4 s, Ht de 48%, FeNa abaixo de 1%), e a albumina restaura o volume intravascular sem extravasar como o cristaloide. Com hipotensão, a infusão deve ser rápida (na literatura internacional, albumina a 5% 10 a 20 mL/kg em 5 a 10 min), e a furosemida só entra depois de corrigida a hipovolemia.

  2. B) Prescrever furosemida intravenosa na dose de 1 mg/kg para reduzir a pré-carga e melhorar o desconforto abdominal e a perfusão.

    Furosemida num paciente hipovolêmico e hipotenso agrava a depleção intravascular, a hemoconcentração e o risco de trombose e de lesão renal aguda. Diurético só tem lugar no edema com volume intravascular normal ou depois da albumina.

  3. C) Solicitar Ecodopplercardiograma bidimensional para avaliar a função cardíaca. Nortear terapêutica após resultado.

    Ecocardiograma não é prioridade num choque cuja causa já é evidente pelo contexto: hipoalbuminemia grave, hemoconcentração e FeNa baixa indicam hipovolemia. Atrasar a expansão para esperar exame piora a perfusão.

  4. D) Iniciar infusão rápida de Soro Fisiológico 0,9% na dose de 20 mL/kg. Avaliar necessidade de repetir a medida se não houver melhora dos parâmetros vitais.

    Cristaloide em bolus é a expansão padrão do PALS no choque hipovolêmico, mas com albumina de 1,2 g/dL boa parte do volume extravasa, piorando ascite, derrames e edema, com efeito transitório. É alternativa se não houver albumina disponível de imediato, não a escolha preferencial.

Resumo para lembrar

Na síndrome nefrótica, a hipovolemia aparece com albumina muito baixa: dor abdominal, extremidades frias, enchimento capilar lento, taquicardia, hemoconcentração e FeNa abaixo de 1%. Trata-se com albumina IV 0,5 a 1 g/kg, sem diurético enquanto houver hipovolemia; furosemida só depois de restaurado o volume, se persistirem edema ou oligúria.

Explicação

Uma pediatra explica a questão em voz alta e vai anotando, alternativa por alternativa.

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Fontes 1

Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Comentário não oficial da banca ou da SBP.

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