- A) Hipovolemia
Hipovolemia é causa de AESP no trauma, na desidratação ou na hemorragia. Na asma a hiperinsuflação pode reduzir o retorno venoso, mas o enunciado não traz perda de volume e o mecanismo dominante da deterioração é respiratório.
- B) Hipóxia
Na asma grave, a obstrução e a fadiga levam a hipoxemia progressiva, e a parada pediátrica é quase sempre hipóxica. A AESP pede RCP de alta qualidade, adrenalina 0,01 mg/kg a cada 3–5 min e, sobretudo, oxigenação e ventilação eficazes, com tempo expiratório longo para não piorar a hiperinsuflação.
- C) Hipotermia
Hipotermia causa parada em afogamento ou exposição ao frio, cenário ausente aqui. Uma crise de asma sem exposição ambiental não explica a AESP por esse mecanismo.
- D) Pneumotórax hipertensivo
O pneumotórax hipertensivo é complicação real da asma grave, sobretudo sob ventilação com pressão positiva, e deve ser lembrado se houver assimetria do murmúrio ou desvio da traqueia. Sem esses achados, a hipóxia é a causa mais provável e mais frequente.
Resumo para lembrar
Na criança, a parada costuma ser consequência de insuficiência respiratória: a hipóxia é a causa reversível mais comum de AESP e, na asma grave, a primeira a tratar, com oxigênio e ventilação eficaz, frequência baixa e expiração longa. Revise os Hs e Ts; na asma, pense também em pneumotórax hipertensivo e hiperinsuflação dinâmica se a ventilação piorar a hemodinâmica.