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Pediatrando

Um paciente pediátrico em parada cardiorrespiratória tem suspeita de hipovolemia grave após trauma. Qual é a intervenção inicial mais importante, além da RCP?

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Resposta: A

  1. A) Reposição volêmica rápida

    Hipovolemia é um dos Hs reversíveis: sem volume intravascular, as compressões não geram débito. No trauma, a reposição rápida por via IV/IO, com controle da hemorragia e hemoderivados precoces quando disponíveis, é o que trata a causa; bolus de cristaloide isotônico de 10–20 mL/kg serve de ponte.

  2. B) Desfibrilação imediata

    Desfibrilação só é indicada para FV ou TV sem pulso. A parada por hipovolemia costuma se apresentar como AESP ou assistolia, ritmos não chocáveis, e o choque não corrige a falta de volume.

  3. C) Administração de adenosina

    Adenosina trata TSV com pulso, bloqueando transitoriamente o nó AV. Não tem papel na parada cardiorrespiratória nem na correção da hipovolemia.

  4. D) Administração de atropina

    Atropina trata bradicardia por tônus vagal aumentado ou bloqueio AV primário e não faz parte do tratamento da parada. Não restaura o volume circulante, que é o problema deste paciente.

Resumo para lembrar

Na parada pediátrica, procure e trate as causas reversíveis (Hs e Ts). No trauma com suspeita de hipovolemia grave, a intervenção que muda o desfecho, junto com a RCP, é a reposição rápida de volume por via IV/IO, com controle da hemorragia e hemoderivados precoces; bolus de cristaloide de 10–20 mL/kg serve de ponte. Choque e antiarrítmicos não tratam falta de volume.

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Fontes 1

Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Comentário não oficial da banca ou da SBP.

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