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Pediatrando

Uma paciente de 10 anos foi diagnosticada com síndrome nefrítica pós-estreptocócica, por quadro de edema, hipertensão arterial e urina avermelhada. A avaliação laboratorial inicial mostrou função renal preservada, hematúria macroscópica, proteinúria não nefrótica, fração C3 do complemento sérico consumida e C4 normal. Apresentou boa evolução clínica e está atualmente em seguimento ambulatorial. Em consulta na 11ª semana após o início do quadro, a paciente encontra-se bem, normotensa, sem edemas e com função renal preservada. O exame de urina mantém hematúria microscópica isolada, a relação proteína/creatinina na urina é de 0,3. A dosagem de controle da fração C3 do complemento permanece significativamente reduzida. Qual é a conduta a ser adotada neste momento?

Vírgula indevida entre o sujeito e o verbo. Ordinal digitado com a letra a no lugar do indicador ordinal. Preposição que faltava no original.

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Resposta: A

  1. A) Indicar biópsia renal para investigação de glomerulopatias crônicas.

    C3 persistentemente baixo após 8 semanas é a principal indicação de biópsia renal na suspeita de GNPE, porque nessa fase o complemento já deveria ter normalizado. A biópsia diferencia glomerulopatia C3 e GN membranoproliferativa, que têm prognóstico e tratamento próprios.

  2. B) Acompanhamento e repetir a dosagem da fração C3 do complemento em 4 semanas.

    Repetir o C3 em mais 4 semanas atrasa o diagnóstico: o prazo esperado de normalização (6 a 8 semanas) já passou na 11ª semana. Observar só seria adequado se restasse apenas hematúria microscópica com complemento normal.

  3. C) Iniciar antibioticoterapia profilática com penicilina benzatina mensal.

    Profilaxia com penicilina benzatina é usada na febre reumática, não na GNPE: a glomerulonefrite raramente recorre, porque as cepas nefritogênicas deixam imunidade duradoura, e o antibiótico não muda a evolução renal.

  4. D) Solicitar dosagem de anticorpos antinucleares (FAN) e anti-DNA.

    Lúpus entra no diferencial de nefrite com complemento baixo, mas costuma consumir C3 e C4 e vir com outras manifestações sistêmicas. Com C4 normal e quadro só renal, FAN e anti-DNA podem complementar a investigação, mas não substituem a biópsia.

Resumo para lembrar

Na glomerulonefrite pós-estreptocócica, o C3 cai nas 2 primeiras semanas e volta ao normal em 6 a 8 semanas, com C4 normal. C3 ainda baixo após 8 semanas sugere outra doença, sobretudo glomerulopatia C3 ou GN membranoproliferativa, e indica biópsia renal. Hematúria microscópica isolada pode persistir por 1 a 2 anos e, sozinha, não indica biópsia.

Explicação

Uma pediatra explica a questão em voz alta e vai anotando, alternativa por alternativa.

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Fontes 1

Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Comentário não oficial da banca ou da SBP.

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