Uma lactente, 11 meses de vida, apresentou quadro de febre alta, tosse, coriza e conjuntivite bilateral há três dias, os pais procuraram o pronto atendimento referindo piora dos sintomas, piora da febre e surgimento de lesões avermelhadas em face. Exame físico com conjuntivite não purulenta bilateral, congestão nasal, coriza, tosse, mucosa oral com lesões pequenas branco-azuladas com halo eritematoso, pele com exantema maculopapular difuso, acometendo palma das mãos e planta dos pés. Com base nessa situação hipotética, assinale a alternativa que apresenta a hipótese diagnóstica:
Explicação
Uma pediatra explica a questão em voz alta e vai anotando, alternativa por alternativa.
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- Vamos começar analisando o caso clínico, que nos traz informações bem importantes para o diagnóstico.
- A criança apresentou um quadro inicial de febre alta, tosse, coriza e conjuntivite bilateral, que são sintomas inespecíficos, mas que já nos acendem um alerta.
- Esses sintomas evoluíram há três dias, e os pais procuraram o pronto atendimento por piora da febre e surgimento de lesões avermelhadas na face.
- No exame físico, a conjuntivite foi confirmada como não purulenta, e havia congestão nasal, coriza e tosse, mantendo o quadro respiratório.
- Um achado crucial foi a presença de lesões pequenas branco-azuladas com halo eritematoso na mucosa oral, que são patognomônicas de uma doença específica.
- Além disso, a criança apresentava um exantema maculopapular difuso, que acometia até as palmas das mãos e plantas dos pés, o que é um padrão importante.
- Com todos esses dados, a gente já consegue fechar o diagnóstico, não é mesmo? A presença dos pródromos, as manchas de Koplik e o exantema maculopapular são clássicos de sarampo.
- Agora, vamos analisar as alternativas, lembrando que a questão pede a hipótese diagnóstica, mas as alternativas abordam características e manejo da doença.
- A alternativa A afirma que o sarampo possui baixa contagiosidade, mas isso está incorreto.
- Na verdade, o sarampo é uma das doenças mais contagiosas que existem, com transmissão por aerossóis e uma taxa de ataque muito alta em suscetíveis.
- A alternativa C diz que não há necessidade de isolamento após o surgimento do exantema, o que também não é verdade.
- A transmissão do sarampo pode ocorrer até quatro dias após o início do exantema, então o isolamento em precaução para aerossóis é fundamental nesse período.
- A alternativa D sugere que o tratamento é com duas doses de ribavirina, mas não existe antiviral específico para o sarampo.
- O tratamento é de suporte, com hidratação, nutrição e antitérmicos, além da suplementação de vitamina A em duas doses, mas não ribavirina.
- A alternativa E afirma que a imunoglobulina humana endovenosa está indicada para todos os pacientes, o que não é correto.
- A imunoglobulina é uma profilaxia pós-exposição para grupos de risco, como lactentes menores de seis meses, gestantes e imunodeprimidos, e não um tratamento para todos os doentes.
- Por fim, a alternativa B nos diz que uma das complicações mais comuns em crianças pequenas é a otite média aguda, e essa sim está correta.
- A otite média aguda é uma complicação frequente do sarampo, especialmente em crianças menores de cinco anos, assim como pneumonia e diarreia.
- Então, criança de 11 meses, com febre, tosse, conjuntivite, manchas de Koplik e exantema, pense sempre em sarampo e nas suas complicações mais comuns, como a otite média aguda.
- Nos vemos na próxima questão.
Dúvidas respondidas
Perguntas de quem estudou esta questão, respondidas com a fonte ao lado.
Fontes 1
- Clinical overview of measlesCDC, 2024 · conferida em 22/09/2026
Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Comentário não oficial da banca ou da SBP.
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