Pré-escolar, 3 anos, com diagnóstico de asma, vem sendo atendido várias vezes na emergência do hospital por exacerbação, nos últimos 3 meses. Foi internado por dois dias há 1 mês. Fora das crises, faz uso somente de broncodilatadores quase diariamente, com pouco alívio dos sintomas. A conduta indicada para o controle da asma é corticoide inalado:
Explicação
Uma pediatra explica a questão em voz alta e vai anotando, alternativa por alternativa.
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- Vamos começar analisando o caso. O enunciado nos diz que a criança é um pré-escolar, com três anos. Essa informação é super importante porque a idade define as opções de tratamento e as doses dos medicamentos na asma.
- Em seguida, notamos que ele vem sendo atendido várias vezes na emergência por exacerbação nos últimos três meses. Isso já nos acende um alerta de que a asma não está bem controlada.
- Ainda sobre o controle, o caso menciona que a criança foi internada por dois dias há um mês. Uma internação por asma é um sinal de exacerbação grave e reforça a ideia de que o tratamento atual não está sendo eficaz.
- E o ponto crucial é que, fora das crises, ele faz uso somente de broncodilatadores quase diariamente, com pouco alívio dos sintomas. O uso diário ou quase diário de broncodilatadores de curta ação é o principal indicador de asma não controlada e da necessidade de um controlador.
- Juntando o uso quase diário de broncodilatadores de curta ação, as idas frequentes à emergência e a internação, fica claro que essa criança tem uma asma não controlada.
- Para um pré-escolar com asma não controlada, o tratamento de manutenção é fundamental. Precisamos introduzir um controlador para reduzir a inflamação das vias aéreas e prevenir as crises.
- O objetivo é diminuir a frequência das exacerbações, o número de visitas à emergência e, principalmente, a necessidade do uso de broncodilatadores de curta ação no dia a dia.
- Agora, vamos analisar as alternativas, começando pelas incorretas. A alternativa B sugere palivizumabe. O palivizumabe é um anticorpo para profilaxia do vírus sincicial respiratório em grupos de risco, como prematuros e cardiopatas, e não tem papel no controle da asma.
- A alternativa C propõe corticoide inalado em dose alta e beta agonista de longa ação. Dose alta de corticoide inalado é um degrau de tratamento para casos mais graves e não é a primeira escolha para iniciar o controle. Além disso, o beta agonista de longa ação não é indicado para crianças abaixo de quatro anos devido à falta de segurança e eficácia comprovadas nessa faixa etária.
- Já a alternativa D sugere corticoide inalado em dose alta e montelucaste. Novamente, a dose alta de corticoide não é o ponto de partida. O montelucaste é uma opção, mas é inferior ao corticoide inalado como controlador e ainda tem um alerta para eventos neuropsiquiátricos, não sendo a primeira linha para controle de asma moderada a grave.
- A alternativa correta é a A. Para um pré-escolar com asma não controlada, o corticoide inalado em dose baixa a moderada é o controlador de primeira linha, conforme as diretrizes do GINA para menores de cinco anos. O beta agonista de curta duração continua sendo usado como medicação de resgate para alívio rápido dos sintomas.
- Então, criança de três anos com asma não controlada, que usa broncodilatador de curta ação quase todo dia e tem exacerbações frequentes, pense sempre em iniciar um corticoide inalado em dose baixa a moderada como tratamento controlador.
- Nos vemos na próxima questão.
Dúvidas respondidas
Perguntas de quem estudou esta questão, respondidas com a fonte ao lado.
Fontes 1
- Global Strategy for Asthma Management and PreventionGINA, 2026 · conferida em 22/09/2026
Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Comentário não oficial da banca ou da SBP.
Comentário atualizado em