- A) Suspender todas as vacinas, inclusive as inativadas, até o término do tratamento oncológico.
Vacinas inativadas não causam doença pelo agente vacinal e podem ser aplicadas durante a quimioterapia, como a influenza anual, com a ressalva de resposta menor e possível repetição depois. Suspender todas deixa a criança desprotegida quando mais precisa.
- B) Administrar a vacina BCG de reforço para prevenir tuberculose miliar em pacientes imunossuprimidos.
Não existe reforço de BCG no calendário brasileiro, e a BCG é vacina viva, contraindicada na imunossupressão pelo risco de BCGite disseminada. Ela também não previne tuberculose miliar em imunodeprimido.
- C) Aplicar a tríplice viral normalmente, pois as vacinas de vírus atenuados são seguras em qualquer situação.
A tríplice viral é de vírus vivos atenuados e está contraindicada durante a quimioterapia pelo risco de doença vacinal grave. Pode ser aplicada 3 a 6 meses após o fim do tratamento, conforme a recuperação imune.
- D) Aplicar a Vacina Oral de Poliomielite (VOP) como reforço, já que está indicada para maiores de 4 anos.
A VOP é vacina de vírus vivo, contraindicada no imunodeprimido e em seus conviventes pelo risco de poliomielite paralítica associada à vacina. Além disso, o PNI substituiu a VOP pela VIP em todo o esquema, e o imunodeprimido recebe VIP.
- E) Evitar vacinas de microrganismos vivos atenuados (como tríplice viral, varicela, febre amarela e VOP) durante a imunossupressão.
Na imunossupressão por quimioterapia estão contraindicadas as vacinas vivas atenuadas (tríplice viral, varicela, febre amarela, VOP, BCG e rotavírus), aplicadas só 3 a 6 meses após o fim do tratamento. Inativadas podem ser mantidas, e os conviventes devem estar vacinados contra influenza, sarampo e varicela, com VIP em vez de VOP.
Resumo para lembrar
Durante a quimioterapia, vacinas vivas atenuadas (tríplice viral, varicela, febre amarela, VOP, BCG) são contraindicadas e só podem ser aplicadas 3 a 6 meses após o fim da imunossupressão. Inativadas são seguras (a influenza anual é prioridade), com resposta menor e eventual repetição depois. Os conviventes devem ser vacinados, inclusive com tríplice viral e varicela, recebendo VIP em vez de VOP.