Menina de 8 anos de idade, foi para consulta de rotina na Unidade Básica de Saúde, um ano após última consulta. Ela não faz tratamento para nenhuma doença e não apresenta queixas. Ao exame físico, apresenta peso no P60, estatura no P25 e IMC p85. A média de três aferições de pressão arterial (PA) nessa consulta foi de 111 x 73 mmHg, e de 112 x 76 mmHg e 110 x 75 mmHg, em dois momentos diferentes subsequentes. Qual o diagnóstico dessa paciente quanto à pressão arterial?

Explicação
Uma pediatra explica a questão em voz alta e vai anotando, alternativa por alternativa.
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- Primeiro, vamos olhar para a idade e o sexo da paciente. Uma menina de 8 anos é uma criança em idade escolar, e esses dados são fundamentais porque a classificação da pressão arterial em pediatria é feita por percentis, que variam conforme a idade, o sexo e a estatura.
- É importante notar que ela está em uma consulta de rotina, sem queixas e sem doenças prévias. Isso nos diz que não estamos lidando com uma emergência hipertensiva ou uma condição aguda que poderia falsear a medida da pressão arterial.
- Os dados antropométricos nos mostram um Índice de Massa Corporal no percentil 85. Embora não seja obesidade, que seria acima do percentil 95, já indica um sobrepeso, que é um fator de risco para hipertensão.
- Agora, vamos aos valores da pressão arterial. A primeira média foi de 111 por 73 milímetros de mercúrio. É a primeira medida que temos para analisar.
- E, o mais importante, temos duas outras aferições em momentos diferentes, com valores de 112 por 76 e 110 por 75 milímetros de mercúrio. Isso mostra que a elevação da pressão arterial não foi um evento isolado, mas sim persistente.
- Com a idade, sexo e estatura da paciente, que está no percentil 25, nós compararíamos esses valores de pressão arterial com as tabelas de percentis específicas para crianças. O fato de ter medidas elevadas em três momentos diferentes é crucial para o diagnóstico.
- A persistência dessas medidas elevadas, conforme o comentário da questão, nos permite classificar a pressão arterial dela. Não é apenas uma medida isolada, mas um padrão.
- A alternativa A sugere normotensão. No entanto, os comentários da questão deixam claro que os valores aferidos, quando comparados aos percentis para a idade, sexo e altura da menina, excedem o que seria considerado normal.
- A alternativa B propõe pressão arterial elevada. O comentário nos informa que as medidas da paciente estão acima da faixa que seria classificada apenas como pressão arterial elevada, indicando um estágio mais avançado.
- A alternativa D sugere hipertensão arterial estágio 2. O comentário da questão afirma que o estágio 2 exige limites de pressão arterial mais altos do que os apresentados por essa criança, então ela não se encaixa nessa categoria.
- A alternativa E diz que é necessário um Monitoramento Ambulatorial da Pressão Arterial, o MAPA, para o diagnóstico. Embora o MAPA seja uma ferramenta muito útil para confirmar o diagnóstico e avaliar o perfil da pressão arterial, o comentário esclarece que as medidas de consultório já permitem uma classificação inicial.
- Isso nos leva à alternativa C, que é a correta. As medidas repetidas da pressão arterial da menina, que se mantiveram elevadas em três momentos distintos, se encaixam na faixa correspondente ao diagnóstico de hipertensão arterial estágio 1, mesmo que o MAPA possa ser usado para complementar a confirmação.
- Então, uma criança de 8 anos, com medidas de pressão arterial elevadas e persistentes em três aferições, pense sempre em hipertensão arterial estágio 1 e na necessidade de investigação e acompanhamento.
- Nos vemos na próxima questão.
Dúvidas respondidas
Perguntas de quem estudou esta questão, respondidas com a fonte ao lado.
Fontes 1
- Hipertensão arterial na infância e adolescênciaSBP, 2019 · conferida em 22/09/2026
Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Anotações do PDF utilizadas como ponto de partida, sem reprodução literal. Comentário não oficial da banca ou da SBP.