- A) Solicitar exame complementar de neuroimagem.
Neuroimagem não faz parte da abordagem inicial do atraso de linguagem sem sinais neurológicos focais, alteração do perímetro cefálico ou regressão; motricidade ampla e compreensão preservadas tornam lesão estrutural pouco provável.
- B) Encaminhar para avaliação por neurologista pediátrico.
Encaminhamento especializado entra se os marcos continuarem ausentes após orientação e reavaliação, ou diante de sinais de alarme como regressão, alteração neurológica ou suspeita de autismo. Antes, a anamnese sobre estimulação e a audiometria orientam o caminho.
- C) Investigar a qualidade da estimulação ambiental.
Os marcos ausentes (torre de cubos, vestir-se, frases de duas palavras) dependem de oportunidade e interação, enquanto motricidade ampla e compreensão estão preservadas. Investigar a rotina (quem cuida, brincadeiras, conversa, tempo de tela) é o passo inicial, com orientação de estimulação, avaliação auditiva e retorno em 30 dias.
- D) Notificar ao Conselho Tutelar a suspeita de negligência.
Suspeita de negligência exige indícios concretos, como falta de cuidados básicos, faltas às consultas ou sinais de maus-tratos. Pouca estimulação pode decorrer de desconhecimento ou excesso de telas e deve primeiro ser investigada e orientada.
Resumo para lembrar
Aos 33 meses, o menino chuta bola, pula e aponta figuras, mas não empilha cubos, não se veste nem forma frases de duas palavras: faltam marcos que dependem de oportunidade e interação. Pela Caderneta da Criança, o primeiro passo é conhecer rotina e estímulos, orientar a família e reavaliar em 30 dias, com audiometria; se persistir, equipe multiprofissional.