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Pediatrando

Um menino de 2 anos e 6 meses é trazido à consulta com atraso na fala, pouco contato visual e dificuldade em interagir com outras crianças. Qual é o próximo passo mais apropriado na avaliação deste caso?

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Resposta: D

  1. A) Encaminhar para avaliação por fonoaudiologia e psicologia.

    Fonoaudiologia e psicologia fazem parte da intervenção e da avaliação multiprofissional, mas o próximo passo na consulta é aplicar um instrumento padronizado que organize a suspeita e o encaminhamento.

  2. B) Encaminhar para serviço especializado em neurologia pediátrica.

    O neuropediatra integra a avaliação diagnóstica do TEA, mas o pediatra rastreia primeiro com instrumento validado; encaminhar sem rastreio atrasa a intervenção e congestiona o serviço especializado.

  3. C) Solicitar exames de imagem do sistema nervoso central.

    Ressonância ou tomografia não são rotina no TEA; ficam para sinais neurológicos focais, crises, regressão ou alteração do perímetro cefálico.

  4. D) Aplicar escalas de rastreio para transtorno do espectro do autismo.

    Aos 30 meses, com sinais nos dois domínios centrais do TEA (comunicação social e interação), aplica-se o M-CHAT-R/F, validado de 16 a 30 meses, com a entrevista de seguimento. Resultado alterado leva a encaminhamento para diagnóstico e intervenção precoce, além de audiometria.

Resumo para lembrar

Atraso de fala com pouco contato visual e dificuldade de interação são sinais de alerta para transtorno do espectro do autismo. A SBP recomenda rastreio com o M-CHAT-R/F (validado de 16 a 30 meses) e, se positivo, avaliação diagnóstica e intervenção precoce, sem esperar o diagnóstico fechado. Audiometria faz parte da investigação de todo atraso de linguagem.

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Fontes 1

Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Comentário não oficial da banca ou da SBP.

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