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Pediatrando

Lactente com 5 meses de idade, previamente hígido, iniciou há 25 dias com febre, vômitos e diarreia, caracterizadas por fezes líquidas, esverdeadas, 6 vezes ao dia, odor azedo, assadura perineal e distensão abdominal. Melhora da febre e do vômito em 4 dias, mantendo a diarreia que continua com as mesmas características. Refere perda de peso de 400 gramas neste período. Alimentação: leite materno exclusivo até 4 meses, quando foi introduzido fórmula de proteína do leite de vaca, frutas e papa de legumes com macarrão. Ao exame clínico está hidratado. Que investigação laboratorial você solicitaria neste momento?

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Resposta: A

  1. A) pH e substância redutora fecal.

    pH fecal ácido e substâncias redutoras positivas confirmam má absorção de carboidratos, que explica as fezes de odor azedo, a assadura perineal e a distensão após o episódio infeccioso. São exames simples e baratos e orientam a troca temporária por fórmula sem lactose.

  2. B) Prick teste para leite de vaca.

    Prick teste só detecta sensibilização IgE, de reações imediatas (urticária, vômitos, anafilaxia minutos após a ingestão), ausentes aqui. Se houvesse enteropatia alérgica, que é não IgE, o prick seria negativo; esse diagnóstico se faz por exclusão e teste de reintrodução.

  3. C) Calprotectina fecal.

    Calprotectina fecal marca inflamação da mucosa, mas é fisiologicamente alta no primeiro ano de vida, o que limita sua interpretação no lactente. Também não identifica a causa osmótica sugerida pelas fezes ácidas.

  4. D) Antitransglutaminase IgA e IgA sérica.

    Doença celíaca exige exposição prolongada ao glúten; o macarrão entrou há cerca de um mês e a diarreia começou de forma aguda, com febre. Com tão pouco tempo de exposição, a antitransglutaminase tem sensibilidade menor e não é o primeiro exame neste quadro.

Resumo para lembrar

Após uma gastroenterite, a lesão das vilosidades reduz a lactase e pode causar intolerância secundária à lactose: fezes líquidas e explosivas, de odor ácido, com assadura perineal e distensão. A triagem é o pH fecal abaixo de 5,5 com substâncias redutoras positivas (0,5% ou mais); o manejo é fórmula sem lactose por algumas semanas, sem suspender a alimentação.

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Fontes 1

Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Comentário não oficial da banca ou da SBP.

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