Menino de 2 anos, previamente saudável, é levado ao pronto atendimento com quadro de tosse seca, rouquidão e dispneia de início súbito durante a madrugada. Os pais relatam que ele estava com coriza e febre baixa no dia anterior, mas manteve bom estado geral, boa aceitação da dieta e estava bastante ativo. Ao exame físico, apresenta estridor inspiratório, tiragem subcostal leve e tosse metálica, "de cachorro". Está eupneico em repouso e mantém boa saturação em ar ambiente. O agente etiológico mais comumente associado a esse quadro é:
Explicação
Uma pediatra explica a questão em voz alta e vai anotando, alternativa por alternativa.
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- Vamos começar analisando o enunciado para identificar os dados mais importantes. Primeiro, temos um menino de dois anos.
- A idade é super relevante porque algumas doenças respiratórias são mais comuns em faixas etárias específicas, e dois anos é uma idade típica para o crupe.
- Ele apresenta tosse seca, rouquidão e dispneia de início súbito durante a madrugada. Essa tríade de sintomas, especialmente o início noturno, é bem característica.
- Os pais relatam que ele estava com coriza e febre baixa no dia anterior. Isso sugere um pródromo viral, que é comum antes do início dos sintomas mais intensos do crupe.
- Ao exame físico, ele tem estridor inspiratório, tiragem subcostal leve e tosse metálica, "de cachorro". Esses são os sinais patognomônicos do crupe, que é a laringotraqueobronquite viral aguda.
- O fato de estar eupneico em repouso e manter boa saturação em ar ambiente indica que o quadro, embora típico, não é grave, o que é importante para a conduta inicial.
- Com base nos achados de idade, pródromo viral e, principalmente, os sintomas e sinais como tosse de cachorro, estridor e rouquidão, o diagnóstico clínico mais provável é o crupe, ou laringotraqueobronquite viral aguda.
- A questão nos pede o agente etiológico mais comumente associado a esse quadro. O crupe é uma infecção viral.
- Vamos analisar as alternativas, começando pelas incorretas.
- A alternativa A sugere tuberculose. A tuberculose não é uma causa habitual de crupe agudo típico, que é uma doença viral com apresentação muito específica.
- A alternativa B menciona o vírus influenza A. Embora o influenza possa causar laringite, o vírus parainfluenza é o agente clássico e mais frequente associado ao crupe típico.
- A alternativa D fala sobre Haemophilus influenzae tipo b. O Hib está associado à epiglotite, que é um quadro muito mais grave, com manejo e apresentação clínica diferentes, como disfagia, sialorreia e voz abafada, sem a tosse metálica característica do crupe.
- Finalmente, a alternativa C aponta o vírus parainfluenza. O vírus parainfluenza é, de fato, o agente etiológico mais comumente associado ao crupe, causando a tosse ladrante e o estridor característicos.
- Então, criança de dois anos, com tosse de cachorro, rouquidão e estridor, pense sempre em crupe viral, e o principal culpado é o vírus parainfluenza.
- Nos vemos na próxima questão.
Dúvidas respondidas
Perguntas de quem estudou esta questão, respondidas com a fonte ao lado.
Fontes 1
- Acute upper airway obstructionRoyal Children's Hospital, versão online · conferida em 22/09/2026
Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Anotações do PDF utilizadas como ponto de partida, sem reprodução literal. Comentário não oficial da banca ou da SBP.