Pais trazem bebê no 4° dia de vida para primeira consulta pediátrica e demonstram muito medo dos efeitos colaterais das vacinas. Querem saber quais são realmente necessárias e se podem acarretar prejuízos à saúde do filho. A respeito das vacinas disponíveis no Brasil para as crianças e adolescentes, é CORRETO afirmar que:
Explicação
Uma pediatra explica a questão em voz alta e vai anotando, alternativa por alternativa.
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- Primeiro, vamos ao caso. Os pais trazem um bebê no quarto dia de vida. Isso é crucial porque estamos falando de um recém-nascido, e a idade pode influenciar as indicações e contraindicações de algumas vacinas.
- Eles demonstram muito medo dos efeitos colaterais das vacinas. Isso já nos indica que a questão vai focar nos princípios de segurança e nas características das vacinas.
- Querem saber quais são realmente necessárias e se podem acarretar prejuízos à saúde do filho. Ou seja, precisamos avaliar as afirmações sobre as vacinas em relação à sua segurança e eficácia.
- Com base nesses pontos, nosso raciocínio deve ser identificar qual das alternativas apresenta uma afirmação verdadeira e cientificamente embasada sobre as vacinas, considerando suas características e indicações.
- Vamos analisar a alternativa A. Ela diz que tanto nas vacinas vivas atenuadas quanto nas não vivas, é possível a transmissão do agente vacinal aos comunicantes não vacinados. Isso está incorreto.
- As vacinas não vivas, como as de vírus inativados ou subunidades, não contêm agentes que se replicam no organismo. Portanto, elas não podem ser transmitidas para outras pessoas, o que invalida essa parte da afirmação.
- A alternativa B afirma que o sistema imune fica sobrecarregado com a administração concomitante de muitas vacinas. Essa é uma preocupação comum dos pais, mas não é verdadeira.
- O sistema imunológico de um bebê é capaz de responder a um número muito maior de antígenos do que os presentes nas vacinas. A administração simultânea de várias vacinas, inclusive as combinadas, é segura e não causa sobrecarga imunológica.
- A alternativa C diz que as vacinas não vivas tendem a não necessitar de doses de reforço para induzir imunidade. Essa afirmação também está incorreta.
- Na verdade, muitas vacinas não vivas, como a DTP, a Hepatite B e a VIP, requerem múltiplas doses e reforços para induzir e manter uma imunidade protetora adequada. A necessidade de reforços é uma característica comum dessas vacinas.
- Finalmente, a alternativa D afirma que as vacinas de bactérias ou vírus vivos atenuados não devem ser administradas, a princípio, em pessoas com imunodeficiência congênita ou adquirida, neoplasia maligna ou em tratamento imunodepressor. Essa é a afirmação correta.
- As vacinas vivas atenuadas contêm uma forma enfraquecida do agente infeccioso. Em indivíduos com o sistema imunológico comprometido, esses agentes, mesmo atenuados, podem se replicar de forma descontrolada e causar a doença, em vez de apenas induzir imunidade.
- Então, para uma criança com imunodeficiência, seja congênita ou adquirida, ou em uso de imunossupressores, pense sempre na contraindicação ou necessidade de avaliação especializada para vacinas vivas atenuadas.
- Nos vemos na próxima questão.
Dúvidas respondidas
Perguntas de quem estudou esta questão, respondidas com a fonte ao lado.
Fontes 1
- Calendário Técnico Nacional de VacinaçãoMinistério da Saúde, 2026 · conferida em 22/09/2026
Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Anotações do PDF utilizadas como ponto de partida, sem reprodução literal. Comentário não oficial da banca ou da SBP.