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Pediatrando

Pré-escolar, 14 meses de vida, feminina, é acompanhado no ambulatório I com diagnóstico de anemia falciforme pelo teste do pezinho (FS). Mãe relata palidez súbita e desconforto da criança. Nega febre. Exame físico: regular estado geral, descorada 3+/4+, anictérica, acianótica, taquicárdica, afebril. AR: sem alterações. ACV: sopro holossistólico, taquicardia, FC = 160 bpm. Abdômen: fígado não palpável. Baço = 4 cm do rebordo costal esquerdo. Exames laboratoriais: hemoglobina = 5,8 g/dL; leucócitos = 8.900/mm³ (distribuição normal); contagem de plaquetas = 140.000/mm³. A conduta inicial na emergência é:

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Resposta: C

  1. A) Correção da hipovolemia com soluções cristaloides e, posteriormente, transfusão de hemácias 15 mL/kg.

    Volume transfusional maior de início aumenta risco de hiperviscosidade após remobilização.

  2. B) Transfusão de hemácias 15 mL/kg e de plaquetas 1 unidade. Indicar esplenectomia quando estável.

    Não há indicação automática de plaquetas nem de cirurgia imediata.

  3. C) Transfusão de hemácias 5 mL/kg, seguida da reavaliação da condição hemodinâmica e tamanho do baço.

    Alíquota pequena com reavaliação é a conduta esperada.

  4. D) Correção da hipovolemia com soluções cristaloides e posteriormente transfusão de hemácias 10 mL/kg e de plaquetas 1 unidade.

    Plaquetas não se justificam pela contagem e o esquema não prioriza a titulação.

Resumo para lembrar

Sequestro esplênico na doença falciforme pode causar anemia aguda e choque. Transfunde-se cautelosamente, pois hemácias sequestradas podem voltar à circulação.

Explicação

Uma pediatra explica a questão em voz alta e vai anotando, alternativa por alternativa.

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Fontes 1

Comentários atualizados em . Redação própria a partir da questão, das anotações presentes no PDF e das referências indicadas. Não é comentário oficial da banca.

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