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Pediatrando

Qual distúrbio eletrolítico causa com mais frequência arritmias pediátricas com risco de vida?

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Resposta: C

  1. A) Hiponatremia

    A hiponatremia grave se manifesta sobretudo com sinais neurológicos, como convulsão e edema cerebral, e não é causa típica de arritmia letal.

  2. B) Hipocalcemia

    A hipocalcemia prolonga o QT e pode, raramente, levar a arritmia e disfunção miocárdica, mas é causa menos frequente de arritmia fatal que a hipercalemia. O gluconato de cálcio, aliás, é usado para estabilizar a membrana na hipercalemia.

  3. C) Hipercalemia

    A hipercalemia altera o potencial de repouso do miocárdio e causa ondas T apiculadas, QRS alargado, bradicardia, FV, AESP e assistolia. Está entre os Hs da parada; trata-se de imediato com gluconato de cálcio 10% 0,5 a 1 mL/kg, seguido de insulina com glicose, salbutamol e bicarbonato quando indicado.

  4. D) Hipoglicemia

    Hipoglicemia não é distúrbio eletrolítico. Causa convulsão e rebaixamento e deve ser corrigida na reanimação, mas não é a causa clássica de arritmia letal.

Resumo para lembrar

Hipercalemia é o distúrbio eletrolítico mais associado a arritmia letal: T apiculada, PR longo, QRS largo, padrão sinusoidal, FV, AESP e assistolia. Com ECG alterado, gluconato de cálcio 10% 0,5 a 1 mL/kg para estabilizar a membrana e, em seguida, medidas que deslocam o potássio para dentro da célula (insulina com glicose, salbutamol) e que o removem.

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Fontes 1

Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Comentário não oficial da banca ou da SBP.

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