- A) Trauma mamilar - corrigir possível falha de pega.
O trauma mamilar dá lesão visível (fissura, escoriação) e dor mais intensa no início da mamada, que melhora com a correção da pega. Não explica a mudança de cor do mamilo depois da mamada nem a piora com o frio.
- B) Candidíase mamária - tratamento tópico da mãe e do lactente.
A candidíase mamária causa dor em queimação ou agulhada persistente, com mamilo rosado e brilhante e, muitas vezes, monilíase oral ou dermatite de fralda no lactente. Com o exame do bebê normal e a alteração de cor desencadeada pelo frio, o vasoespasmo é mais provável.
- C) Fenômeno de Raynaud - compressa morna na mama e avaliar necessidade do uso da nifedipina.
Palidez seguida de cianose ou rubor do mamilo depois da mamada, dor em fisgada e piora com o frio definem o vasoespasmo. Compressas mornas secas logo após a mamada e evitar o frio aliviam a maioria; a ABM indica nifedipina de liberação lenta 30 a 60 mg/dia nos casos persistentes, sem efeito relevante no lactente.
- D) Bloqueio de ductos lactíferos - ordenha manual, compressa morna, massagem e maior frequência das mamadas.
O bloqueio de ducto se apresenta como nódulo doloroso localizado na mama, sem alteração de cor do mamilo com o frio. Além disso, hoje a ABM (2022) desaconselha massagem vigorosa e calor, preferindo mamadas habituais, gelo, anti-inflamatório e drenagem linfática suave.
Resumo para lembrar
Dor em fisgada ou queimação durante e após as mamadas, com o mamilo ficando branco e depois arroxeado ou avermelhado e piora com o frio, é vasoespasmo do mamilo (fenômeno de Raynaud). Trata-se com calor local, proteção contra o frio, correção da pega e suspensão de cafeína e tabaco; nos casos persistentes, nifedipina de liberação lenta, compatível com a amamentação.