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Pediatrando

Um menino de 5 anos comparece ao acolhimento da Unidade Básica de Saúde com a babá, a pedido da escola, por suspeita de conjuntivite. Relata que a criança estava bem até voltar de férias escolares há 1 semana; está preocupada, pois sabe que os pais são contra a vacinação obrigatória. Há 4 dias, com febre, resfriado, tosse seca, olhos vermelhos, vômitos e inapetência, medicado com paracetamol pela família por conta própria, sem melhora. No dia da consulta, o paciente acordou com lesões no rosto, atribuídas a uma reação ao uso do paracetamol. Ao exame: hidratado, prostrado, temperatura axilar 39 °C, hiperemia conjuntival bilateral leve, exantema papular em face, presença de máculas branco-azuladas de 1 a 3 mm com halo eritematoso em mucosa da boca. Sem outras alterações. De acordo com as diretrizes do Ministério da Saúde e com base no quadro clínico e epidemiológico mais provável, o tratamento desse paciente deve incluir

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Resposta: D

  1. A) colírio de tobramicina.

    A conjuntivite é manifestação viral do sarampo, não infecção bacteriana; colírio antibiótico não altera o curso.

  2. B) antibiótico via oral.

    Antibiótico só entra se surgir complicação bacteriana (otite média, pneumonia), que não está presente; usá-lo de rotina não previne nada.

  3. C) oseltamivir via oral.

    Oseltamivir trata influenza; o quadro com Koplik e exantema em criança não vacinada é sarampo, sem indicação de antiviral.

  4. D) vitamina A via oral.

    É a resposta: o quadro é sarampo (febre, tosse, coriza e conjuntivite, manchas de Koplik e exantema que começa na face, em criança não vacinada), e o Ministério da Saúde indica vitamina A oral em duas doses, no dia da suspeita e no dia seguinte, para reduzir complicações e mortalidade. O Guia de Vigilância em Saúde (2024) indica 200.000 UI para maiores de 12 meses, o que inclui este menino de 5 anos; a Nota Técnica Conjunta nº 02/2025, publicada em 2026 e alinhada à OMS, restringe a recomendação aos menores de 5 anos (até 59 meses). Somam-se isolamento respiratório até 4 dias após o início do exantema, notificação imediata e bloqueio vacinal dos contatos em até 72 horas.

Resumo para lembrar

Febre, tosse, coriza, conjuntivite e manchas de Koplik em criança não vacinada são sarampo. Não há antiviral: vitamina A oral em dois dias (50.000 UI abaixo de 6 meses; 100.000 UI de 6 a 11 meses; 200.000 UI a partir de 12 meses pelo Guia de Vigilância 2024, até 59 meses pela NT 02/2025), isolamento, notificação imediata e bloqueio vacinal em 72 horas.

Explicação

Uma pediatra explica a questão em voz alta e vai anotando, alternativa por alternativa.

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Fontes 2

Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Comentário não oficial da banca ou da SBP.

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