Um menino de 5 anos comparece ao acolhimento da Unidade Básica de Saúde com a babá, a pedido da escola, por suspeita de conjuntivite. Relata que a criança estava bem até voltar de férias escolares há 1 semana; está preocupada, pois sabe que os pais são contra a vacinação obrigatória. Há 4 dias, com febre, resfriado, tosse seca, olhos vermelhos, vômitos e inapetência, medicado com paracetamol pela família por conta própria, sem melhora. No dia da consulta, o paciente acordou com lesões no rosto, atribuídas a uma reação ao uso do paracetamol. Ao exame: hidratado, prostrado, temperatura axilar 39 °C, hiperemia conjuntival bilateral leve, exantema papular em face, presença de máculas branco-azuladas de 1 a 3 mm com halo eritematoso em mucosa da boca. Sem outras alterações. De acordo com as diretrizes do Ministério da Saúde e com base no quadro clínico e epidemiológico mais provável, o tratamento desse paciente deve incluir
Explicação
Uma pediatra explica a questão em voz alta e vai anotando, alternativa por alternativa.
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- Vamos analisar este caso de pediatria, que nos traz um menino de cinco anos de idade...
- E um dado epidemiológico muito importante é que os pais são contra a vacinação obrigatória.
- Ele apresenta um quadro que começou há quatro dias, com febre, resfriado, tosse seca e olhos vermelhos...
- E no dia da consulta, acordou com lesões no rosto, que ao exame se confirmam como um exantema papular em face.
- Mas o achado mais decisivo aqui é a presença de máculas branco-azuladas de um a três milímetros com halo eritematoso em mucosa da boca.
- Juntando todos esses dados — uma criança não vacinada, com febre, tosse, coriza, conjuntivite, exantema que começa na face e, principalmente, as manchas de Koplik —, o diagnóstico mais provável é sarampo, não é mesmo?
- Agora, vamos pensar no tratamento para o sarampo, de acordo com as diretrizes do Ministério da Saúde.
- A alternativa A sugere colírio de tobramicina. No entanto, a conjuntivite no sarampo é de origem viral, e um colírio antibiótico não vai alterar o curso da doença viral.
- A alternativa B propõe antibiótico via oral. Antibióticos só seriam indicados se houvesse alguma complicação bacteriana, como uma otite média ou pneumonia, o que não é o caso aqui.
- Já a alternativa C fala em oseltamivir via oral. O oseltamivir é um antiviral específico para influenza, e não tem nenhuma indicação no tratamento do sarampo.
- Por fim, a alternativa D indica vitamina A via oral. Esta é a conduta correta, pois a suplementação de vitamina A é fundamental para reduzir a gravidade e a mortalidade por sarampo, especialmente em crianças não vacinadas.
- Então, criança não vacinada, com febre, tosse, coriza, conjuntivite e manchas de Koplik, pense sempre em sarampo e na importância da vitamina A para o tratamento.
- Nos vemos na próxima questão.
Dúvidas respondidas
Perguntas de quem estudou esta questão, respondidas com a fonte ao lado.
Fontes 2
- Nota Técnica Conjunta nº 02/2025-SCTIE/SAPS/SVSA/MS: palmitato de retinol (vitamina A) em crianças menores de 5 anos com suspeita de sarampoMinistério da Saúde, 2026 · conferida em 04/10/2026
- Guia de Vigilância em Saúde, 6ª edição revisada: Sarampo (tratamento, Quadro 2)Ministério da Saúde, 2024 · conferida em 04/10/2026
Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Comentário não oficial da banca ou da SBP.
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