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Pediatrando

No Brasil, a Anvisa coloca o canabidiol (CBD) na lista C1 de medicamentos e o Conselho Federal de Medicina aprova o uso da Cannabis para o tratamento de crianças e de adolescentes com condições refratárias ao tratamento convencional. Assinale a alternativa que apresenta as situações em que o CBD foi considerado efetivo e aprovado:

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Resposta: C

  1. A) Síndrome de Dravet; transtorno do espectro autista; atrofia muscular espinhal.

    Dravet está certa, mas o autismo não tem indicação aprovada: os estudos com canabinoides no TEA são pequenos e de baixa qualidade. A atrofia muscular espinhal é tratada com terapias modificadoras (nusinersena, risdiplam, onasemnogeno), sem papel para o canabidiol.

  2. B) Síndrome de Dravet; síndrome de Lennox-Gastaut; transtorno do espectro autista.

    Dravet e Lennox-Gastaut são indicações aprovadas, mas o transtorno do espectro autista não: faltam ensaios robustos de eficácia e segurança, e o canabidiol não tem essa indicação reconhecida.

  3. C) Síndrome de Dravet; síndrome de Lennox-Gastaut; complexo de esclerose tuberosa.

    O canabidiol reduziu a frequência de crises em ensaios randomizados na síndrome de Dravet (crises convulsivas), na Lennox-Gastaut (crises de queda) e no complexo da esclerose tuberosa, sempre como adjuvante na epilepsia refratária; são as três indicações aprovadas.

  4. D) Síndrome de Lennox-Gastaut; complexo de esclerose tuberosa; doença de Pompe.

    Lennox-Gastaut e esclerose tuberosa estão certas, mas a doença de Pompe (glicogenose tipo II) é tratada com reposição enzimática de alfa-glicosidase ácida; o canabidiol não tem papel nela.

  5. E) Síndrome de Lennox-Gastaut; complexo de esclerose tuberosa; atrofia muscular espinhal.

    Lennox-Gastaut e esclerose tuberosa estão certas, mas a atrofia muscular espinhal não: seu tratamento são terapias modificadoras de doença (nusinersena, risdiplam ou terapia gênica), e o canabidiol não atua na perda de neurônios motores.

Resumo para lembrar

O canabidiol purificado tem ensaios randomizados e aprovação regulatória (FDA desde 2018) como adjuvante em três encefalopatias epilépticas refratárias: síndrome de Dravet, síndrome de Lennox-Gastaut e complexo da esclerose tuberosa. Para autismo, dor e outras condições pediátricas a evidência ainda é insuficiente.

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Fontes 1

Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Comentário não oficial da banca ou da SBP.

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