Adolescente, 12 anos, apresenta febre 39,0°C há dois dias que não melhora com antitérmico, dor no corpo, cefaleia retroorbitária e dor abdominal intensa, sem sangramentos. Refere a diurese adequada. Exame físico: acordado, eupneico, corado, hiperemia conjuntival bilateral. Tax:38,8°C, PA 110x60, FC 100bpm, pulsos normopalpáveis, tempo de enchimento capilar de 2 segundos, hepatomegalia 5cm abaixo do rebordo costal. A conduta, além da administração de antitérmicos é
Explicação
Uma pediatra explica a questão em voz alta e vai anotando, alternativa por alternativa.
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- Começamos com a idade, uma adolescente de 12 anos. Isso nos ajuda a contextualizar, mas os próximos dados serão mais específicos para o diagnóstico.
- Ela apresenta febre alta, de 39 graus, há dois dias. Isso já nos liga um alerta para infecções agudas.
- O fato de a febre não melhorar com antitérmico sugere que a doença pode ser um pouco mais resistente ou ter uma causa mais específica.
- Esses sintomas, dor no corpo e cefaleia retroorbitária, são achados bem clássicos de arboviroses, como a dengue.
- Aqui temos um ponto crucial: a dor abdominal intensa. Este é um dos sinais de alarme mais importantes na dengue, indicando um risco de evolução para formas mais graves.
- E para confirmar a gravidade, encontramos hepatomegalia de 5 centímetros abaixo do rebordo costal. Isso também é um sinal de alarme para a dengue, indicando extravasamento plasmático e comprometimento orgânico.
- Apesar de não haver sangramentos, diurese adequada e tempo de enchimento capilar normal, esses dados não anulam a presença dos sinais de alarme já identificados.
- Com a presença dos sintomas clássicos de dengue e, principalmente, os sinais de alarme como dor abdominal intensa e hepatomegalia, classificamos este caso como dengue com sinais de alarme.
- Essa classificação de dengue com sinais de alarme exige um manejo hospitalar imediato, pois há risco de progressão para choque e outras complicações.
- A conduta inicial para pacientes com dengue e sinais de alarme é a hidratação venosa rápida, para reverter o extravasamento plasmático e prevenir o choque.
- A alternativa A propõe hidratação oral e retorno ambulatorial. Isso é insuficiente para um paciente com sinais de alarme, que precisa de monitoramento e hidratação venosa.
- A alternativa B sugere internação em UTI e início de drogas vasoativas. Embora a internação seja necessária, não há evidência de choque que justifique vasoativos de imediato.
- A alternativa C fala em observação hospitalar sem iniciar a reposição. Apenas observar sem tratar o extravasamento plasmático pode atrasar o tratamento e piorar o quadro.
- A alternativa D está correta. A internação e a etapa rápida de 10 mililitros por quilo de solução cristaloide endovenosa é exatamente a conduta inicial para pacientes com dengue e sinais de alarme, seguida de reavaliação.
- Em uma criança ou adolescente com sintomas de dengue e sinais de alarme como dor abdominal intensa e hepatomegalia, pense sempre em hidratação venosa rápida e internação hospitalar.
- Nos vemos na próxima questão.
Dúvidas respondidas
Perguntas de quem estudou esta questão, respondidas com a fonte ao lado.
Fontes 1
- Dengue: diagnóstico e manejo clínico — adulto e criançaMinistério da Saúde, 2024 · conferida em 22/09/2026
Comentários atualizados em . Redação própria a partir da questão, das anotações presentes no PDF e das referências indicadas. Não é comentário oficial da banca.