Criança de 2 anos, previamente hígida, com febre alta há 2 dias, taquipneia importante, tiragem subcostal, gemência, recusa alimentar e saturação de O2 89% em ar ambiente. Ausculta com estertores difusos e murmúrio vesicular reduzido em base direita. Qual a conduta mais adequada?
Explicação
Uma pediatra explica a questão em voz alta e vai anotando, alternativa por alternativa.
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- Vamos analisar este caso clínico, residente. Temos uma criança de dois anos de idade, o que já nos coloca em um grupo etário específico para algumas doenças respiratórias.
- Ela apresenta febre alta há dois dias, o que indica um processo infeccioso agudo.
- A taquipneia importante é um sinal claro de desconforto respiratório, e já nos alerta para a gravidade.
- Além disso, a tiragem subcostal reforça esse quadro de esforço respiratório aumentado.
- A gemência é um sinal de gravidade ainda maior, indicando que a criança está tentando manter os pulmões abertos.
- A recusa alimentar, embora inespecífica, também aponta para um estado geral comprometido.
- E aqui temos um dado crucial: a saturação de oxigênio de 89 por cento em ar ambiente. Isso é hipoxemia e um critério inequívoco de gravidade.
- Na ausculta, encontramos estertores difusos, que sugerem um processo inflamatório nos pulmões.
- E o murmúrio vesicular reduzido em base direita é um achado focal muito sugestivo de consolidação pulmonar, ou seja, pneumonia.
- Juntando a taquipneia, tiragem subcostal e gemência com a saturação de oxigênio de 89 por cento, temos um quadro claro de insuficiência respiratória e hipoxemia.
- Os achados de ausculta, com estertores e murmúrio reduzido, confirmam o comprometimento pulmonar.
- Portanto, estamos diante de uma pneumonia grave, que exige uma conduta imediata e intensiva.
- A alternativa B propõe broncodilatador inalatório por três ciclos para posterior definição.
- Essa conduta estaria indicada se houvesse sibilância, como em bronquiolite ou asma, mas o caso apresenta estertores e murmúrio reduzido, sem sibilos, e o mais importante, hipoxemia que exige tratamento imediato.
- A alternativa C sugere solicitar radiografia e aguardar o resultado para decidir a conduta.
- Embora a radiografia seja útil para confirmar a consolidação e investigar complicações, o diagnóstico de pneumonia grave é clínico, e esperar o exame atrasaria o início do oxigênio e do antibiótico em uma criança hipoxêmica.
- A alternativa D indica tratamento domiciliar com antibiótico oral e retorno em 48 horas.
- Essa opção seria para pneumonia sem sinais de gravidade, mas nosso paciente tem hipoxemia, tiragem subcostal, gemência e recusa alimentar, que são todos critérios de internação.
- A alternativa A, internação, oxigenoterapia e antibiótico parenteral, é a conduta mais adequada.
- Diante da pneumonia grave com hipoxemia e sinais de desconforto respiratório, a internação é obrigatória, o oxigênio é essencial para corrigir a saturação e o antibiótico parenteral deve ser iniciado prontamente.
- Então, residente, lembre-se: criança de dois anos, com hipoxemia e sinais de gravidade respiratória, pense sempre em pneumonia grave e inicie o tratamento imediatamente.
- Nos vemos na próxima questão.
Dúvidas respondidas
Perguntas de quem estudou esta questão, respondidas com a fonte ao lado.
Fontes 1
- Abordagem diagnóstica e terapêutica da PAC não complicadaSBP, 2021 · conferida em 22/09/2026
Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Comentário não oficial da banca ou da SBP.
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