Lactente com 5 meses de vida é levado à consulta de puericultura na UBS. Nasceu com 39 semanas e 2 dias, parto normal, sem intercorrências. Nasceu com 3.030 gramas, C = 52 cm e PC = 36 cm. Ao exame físico, paciente com P = 6.500 gramas, C = 66 cm e PC = 43 cm. Demais segmentos avaliados, sem alterações, com DNPM adequado. Em relação às orientações para a mãe, o médico deve
Explicação
Uma pediatra explica a questão em voz alta e vai anotando, alternativa por alternativa.
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- Então, residente, vamos analisar o caso. Temos um lactente de cinco meses de vida, o que já nos dá uma ideia da faixa etária para as curvas de crescimento.
- Ele nasceu a termo, com trinta e nove semanas e dois dias, o que é importante para saber que não temos que fazer nenhuma correção de idade.
- Os dados de nascimento são cruciais para a gente ter a base da curva de crescimento: três mil e trinta gramas, cinquenta e dois centímetros e perímetro cefálico de trinta e seis centímetros.
- No exame físico atual, aos cinco meses, ele está com seis mil e quinhentos gramas, sessenta e seis centímetros e perímetro cefálico de quarenta e três centímetros. Esses são os pontos que vamos plotar nas curvas.
- E um dado muito importante é que o desenvolvimento neuropsicomotor está adequado, o que nos tranquiliza bastante sobre o bem-estar geral da criança.
- Primeiro, a gente sempre compara os dados atuais com os de nascimento, mas o mais importante é ver a trajetória do crescimento, e não apenas um ponto isolado no tempo.
- Para isso, precisamos usar as curvas de crescimento da Caderneta da Criança, que são a nossa principal ferramenta para avaliar a adequação do crescimento.
- Ao plotar esses pontos nas curvas, vemos que o peso, comprimento e perímetro cefálico estão seguindo uma curva ascendente e paralela, mostrando um ritmo de crescimento muito bom e constante.
- Com um desenvolvimento neuropsicomotor adequado e essa boa trajetória nas curvas, podemos concluir que o crescimento está dentro do esperado para a idade e que a criança está saudável.
- A alternativa A diz para informar que o peso está fora do esperado. Mas a gente não pode presumir um déficit só por uma impressão ou comparação rápida; a adequação ponderal deve ser avaliada na curva de crescimento para ter certeza.
- A alternativa B também fala que o peso está fora do esperado e sugere prescrever fórmula infantil. Complementar com fórmula é uma decisão nutricional séria e não pode ser baseada apenas em uma comparação informal, sem uma indicação clara de déficit de crescimento ou de produção de leite materno.
- Já a alternativa D afirma que o perímetro cefálico aumentou muito e solicita ultrassom transfontanela. O perímetro cefálico precisa ser interpretado na curva, considerando a idade e a evolução, antes de pedir um exame de imagem invasivo, que não parece ter indicação aqui.
- A alternativa correta é a C. Ela diz para informar que o peso está adequado, o crescimento e o perímetro cefálico dentro do esperado, e orientar o retorno em um mês para nova consulta de puericultura. Isso está de acordo com a nossa análise das curvas e o desenvolvimento adequado da criança, permitindo o seguimento habitual e tranquilo.
- Então, residente, para fixar: em uma criança de cinco meses, com dados de crescimento, pense sempre em avaliar a trajetória nas curvas de crescimento, e não apenas um valor isolado, para ter uma visão completa e precisa.
- Nos vemos na próxima questão.
Dúvidas respondidas
Perguntas de quem estudou esta questão, respondidas com a fonte ao lado.
Fontes 1
- Caderneta da Criança — acesso às edições atuaisMinistério da Saúde, versão vigente no portal · conferida em 22/09/2026
Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Anotações do PDF utilizadas como ponto de partida, sem reprodução literal. Comentário não oficial da banca ou da SBP.