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Pediatrando

Menino, 4 anos de idade, previamente hígido, deu entrada no pronto atendimento com quadro de febre de início súbito há dois dias, associado à cefaleia intensa, mialgia, evoluindo com exantema maculopapular difuso e pruriginoso e vômitos persistentes. Exame físico: peso 15 kg, desidratado, FC: 120 bpm, normotenso, sem sinais meníngeos, abdome doloroso à palpação e sem visceromegalias, FR 25 irpm, tempo de enchimento capilar de 2s, extremidades quentes, mucosas sem alterações. A família estava viajando há sete dias em área com surto de dengue. Com base nessa situação hipotética, assinale a alternativa que apresenta a conduta necessária:

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Resposta: D

  1. A) Deve-se aguardar o resultado do NS1 para confirmação diagnóstica e, assim, iniciar-se o tratamento específico.

    O diagnóstico de dengue é clínico-epidemiológico e o manejo depende do estadiamento; esperar o NS1 atrasa a hidratação, e não existe tratamento antiviral específico a iniciar.

  2. B) Trata-se de um paciente classificado como grupo B, e, portanto, deve-se iniciar hidratação oral monitorizada.

    Grupo B é o paciente sem sinais de alarme, com sangramento de pele espontâneo ou induzido ou condição especial; vômitos persistentes e dor abdominal à palpação são sinais de alarme e colocam a criança no grupo C.

  3. C) Deve-se transferir o paciente para serviço especializado para a realização de reposição volêmica de 20 mL/kg de soro fisiológico e coleta de exames.

    No grupo C a reposição começa imediatamente onde o paciente estiver, mantida durante uma eventual transferência; e o volume inicial é de 10 mL/kg na primeira hora, não de 20 mL/kg.

  4. D) Deve-se iniciar reposição volêmica imediata com 10 mL/kg de soro fisiológico a 0,9% na primeira hora e coletar hemograma, transaminases e albumina.

    Sinais de alarme sem choque (normotenso, enchimento capilar de 2 s, extremidades quentes) definem grupo C: 10 mL/kg de SF 0,9% na primeira hora, hemograma, albumina e transaminases e reavaliação, podendo repetir a expansão até 3 vezes antes da fase de manutenção.

  5. E) Deve-se iniciar reposição volêmica imediata com 20 ml/kg de soro fisiológico a 0,9% em 20 minutos e considerar noradrenalina.

    Bolus de 20 mL/kg em 20 minutos é a conduta do grupo D (choque ou sangramento grave), e noradrenalina só entra no choque refratário a volume; esta criança tem perfusão, pulsos e PA preservados.

Resumo para lembrar

Dengue com sinal de alarme (dor abdominal à palpação, vômitos persistentes) e sem choque é grupo C: reposição imediata com 10 mL/kg de SF 0,9% na primeira hora, em qualquer ponto de atenção, hemograma, albumina e transaminases obrigatórios, reavaliação e internação. O grupo D, com choque, recebe 20 mL/kg em 20 minutos, até 3 vezes.

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Fontes 1

Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Comentário não oficial da banca ou da SBP.

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