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Pediatrando

Paciente do sexo masculino, com 3 anos e 6 meses de idade, é trazido ao pronto-socorro devido a crises convulsivas tônicas recorrentes que persistem há 20 minutos. Foi transportado pelo SAMU, acompanhado pela mãe. Durante o transporte, foram iniciadas a monitorização dos sinais vitais, administração de oxigênio por máscara e verificação da glicemia capilar, que resultou em 80 mg/dL. Nenhuma medicação foi administrada. Na admissão, o paciente apresentava-se em regular estado geral, com os seguintes sinais vitais: FC de 140 bpm, FR de 28 ipm, Saturação de oxigênio de 100%, e temperatura de 38,3°C. O paciente estava pálido, com olhar fixo, sialorreico e com postura de hipertonia generalizada. A mãe relata que ele já teve crises febris curtas desde os 12 meses de idade. Qual é a conduta farmacológica imediata mais adequada?

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Resposta: B

  1. A) Fenobarbital.

    Fenobarbital é droga de segunda linha, após falha de duas doses de benzodiazepínico, e causa sedação e depressão respiratória. Não é a primeira escolha em criança que ainda não recebeu nenhum medicamento.

  2. B) Midazolam.

    Em crise prolongada sem tratamento prévio, o benzodiazepínico é a primeira linha a qualquer momento. O midazolam pode ser dado IM, bucal ou intranasal enquanto se obtém acesso venoso, com eficácia semelhante à do diazepam IV; repete-se uma vez após 5 minutos e, se a crise persistir, passa-se à segunda linha.

  3. C) Fenitoina.

    Fenitoína (ou fosfenitoína) 20 mg/kg IV é segunda linha no estado de mal, após dois benzodiazepínicos; exige acesso venoso, infusão lenta e monitorização pelo risco de arritmia e hipotensão.

  4. D) Ácido valpróico.

    Valproato IV é opção de segunda linha, com eficácia comparável à da fenitoína e do levetiracetam, mas não substitui o benzodiazepínico inicial. É evitado abaixo de 2 anos e quando há suspeita de doença mitocondrial ou hepática.

Resumo para lembrar

Crise que dura 5 minutos ou mais já é tratada como estado de mal epiléptico. Com 20 minutos de crise e nenhuma medicação dada, a primeira droga ainda é um benzodiazepínico: midazolam 0,15 mg/kg IV ou IM ou 0,3 mg/kg bucal ou intranasal, ou diazepam IV. Se a crise persistir após duas doses, passa-se à segunda linha (levetiracetam, fenitoína, valproato ou fenobarbital).

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Fontes 1

Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Comentário não oficial da banca ou da SBP.

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