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Pediatrando

Um adolescente de 13 anos apresenta, há 3 dias, febre, odinofagia e adenomegalia cervical dolorosa. Foi diagnosticado com amigdalite e recebeu cefalexina por 7 dias, com melhora completa dos sintomas. Uma semana depois, evoluiu com artrite de punho direito, que migrou para punho esquerdo e depois para cotovelo direito. Na investigação complementar, apresentou antiestreptolisina O positiva, VHS = 49 mm/1 hora e ecocardiograma evidenciando insuficiência mitral leve. Neste contexto, qual a duração mínima da antibioticoprofilaxia com penicilina benzatina?

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Resposta: D

  1. A) 21 anos.

    Até 21 anos, ou 5 anos após o último surto, é o prazo para febre reumática sem cardite. Este paciente tem insuficiência mitral leve ao ecocardiograma, o que caracteriza cardite e prolonga a profilaxia.

  2. B) 40 anos.

    Até 40 anos ou por toda a vida é o prazo para lesão valvar residual moderada a grave ou após cirurgia valvar; insuficiência mitral leve não chega a esse patamar.

  3. C) 18 anos.

    18 anos não corresponde a nenhuma faixa da diretriz brasileira; seria curto até para a febre reumática sem cardite.

  4. D) 25 anos.

    Poliartrite migratória e cardite (insuficiência mitral, ainda que leve) com ASLO positiva preenchem os critérios de Jones. Com cardite leve, a benzatina vai até 25 anos ou 10 anos após o surto, o que durar mais: aos 13 anos, até os 25.

Resumo para lembrar

Profilaxia secundária da febre reumática com benzatina a cada 21 dias (SBC/SBP/SBR): sem cardite, até 21 anos ou 5 anos após o último surto; cardite com insuficiência mitral leve residual ou lesão resolvida, até 25 anos ou 10 anos após o surto; lesão moderada a grave, até 40 anos ou por toda a vida. Vale o que cobrir mais tempo.

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Fontes 1

Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Comentário não oficial da banca ou da SBP.

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