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Pediatrando

Uma criança de 15 meses é levada ao pronto socorro pelo SAMU, após apresentar uma primeira crise convulsiva tônica generalizada com duração de 6 minutos, durante um episódio de febre (39,3℃ axilar). Na chegada, a criança estava chorosa, reativa, febril (38,5ºC), em boas condições gerais, com exame físico geral e neurológico normais. É a segunda filha de um casal não consanguíneo; o pré-natal foi de baixo risco, o parto ocorreu a termo, sem intercorrências, e o desenvolvimento neuropsicomotor é normal. Não tem antecedentes familiares de epilepsia ou crises febris. Os pais questionam qual é o risco de nova crise febril e o motivo. Qual é a melhor resposta para os familiares?

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Resposta: D

  1. A) Risco baixo, por se tratar de uma criança do sexo feminino.

    O sexo não é fator de risco reconhecido para recorrência de crise febril. Os fatores validados são idade da primeira crise abaixo de 18 meses, história familiar, temperatura mais baixa na crise e febre de curta duração antes dela.

  2. B) Risco alto, por ter tido a primeira crise febril com temperatura axilar alta.

    Temperatura alta no momento da crise não aumenta o risco; ao contrário, crises com febre mais baixa recorrem mais, porque indicam limiar convulsivo menor. A resposta inverte a direção do fator de risco.

  3. C) Risco baixo, por se tratar de uma crise tônica generalizada.

    Crise tônica generalizada de 6 minutos, sem repetição em 24 h, é crise febril simples; ser generalizada não reduz o risco de recorrência. Crise complexa (focal, acima de 15 minutos ou repetida) eleva sobretudo o risco de epilepsia futura.

  4. D) Risco alto, por ter tido a primeira crise antes dos 18 meses de vida.

    A primeira crise antes dos 18 meses é o principal fator de risco para recorrência: quanto mais jovem, maior o risco, cerca de 50% com 1 ano contra 30% com 2 anos. A família deve ser orientada sobre como agir numa nova crise e sobre o bom prognóstico da crise febril simples.

Resumo para lembrar

Cerca de 30% das crianças têm nova crise febril. Os fatores de risco para recorrência são primeira crise antes dos 18 meses, parente de primeiro grau com crise febril, temperatura relativamente baixa na crise e curto intervalo entre o início da febre e a crise. Quanto mais jovem, maior o risco: cerca de 50% com 1 ano e 30% com 2 anos.

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Fontes 1

Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Comentário não oficial da banca ou da SBP.

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